Regional

Polícia flagra desmatamento em Borebi

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Borebi - Uma denúncia anônima levou a Polícia Ambiental (PA) de Bauru, ontem, até uma fazenda localizada no município de Borebi (45 quilômetros de Bauru), onde foi constatado o desmatamento de uma área de vegetação nativa de 2,5 hectares.

Em uma fazenda, localizada no quilômetro sete de uma estrada vicinal que liga Borebi ao Distrito de Domélia, a equipe formada pelos soldados Axel, Cláudio e Porfírio encontrou vários focos de áreas desmatadas no local. De acordo com o encarregado da equipe, soldado Roberto Ferreira, o proprietário da fazenda não apresentou a autorização prévia do Departamento Estadual de Proteção aos Recursos Naturais (Deprn) autorizando o desmatamento na área.

O proprietário teria alegado não ter conhecimento de que sua propriedade estava sendo desmatada já que, segundo teria dito aos policiais, só aparecia no local nos finais de semana. A PA já havia passado no local anteontem, quando notou a presença de uma arma de fogo dentro da propriedade, o que os levou a comunicar o fato ao delegado que responde pelo município.

Com a ajuda do helicóptero Águia, do Patrulhamento Aéreo de Bauru, foi possível observar do alto os pontos desmatados. Durante a vistoria no local, nem máquinas motosserra e nem depósitos de madeira foram localizados na fazenda. A polícia técnica foi acionada.

O proprietário, além de ser autuado por porte ilegal de arma de fogo, pelo delegado Eron Veríssimo Gimenes, que responde por Borebi, recebeu também um auto de infração ambiental de advertência. “Foi aberto um Inquérito Policial (IP) para apurar as circunstâncias e dimenssão do dano ambiental, visando a reponsabilização criminal dos autores”, explica o delegado. Segundo Gimenes, a Polícia Técnica (PT) foi requisitada para elaborar exames periciais no local. De acordo com o soldado Ferreira, a vegetação nativa foi eliminada com o uso de máquinas motosserra. O desmatamento estava sendo feito dentro de uma cortina de área verde que encobria as clareiras desmatadas. “Se não houvesse denúncia seria difícil notar (o desmatamento)”, explica Ferreira.

Gimenes lembra que também foi requisitado a elaboração dos danos ambientais, pelo Deprn. “Além disso, outras provas e exames específicos foram requisitados”, completa.

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