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Acordo eleva número de vagas para aprendizes em bancos

Folhapress
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São Paulo - O ministro Carlos Lupi (Trabalho) e a Federação Nacional dos Bancos, braço sindical da Febraban (Fenaban) assinaram anteontem um termo de cooperação que prevê um aumento de mais de 100% na contratação de jovens dentro do Programa Aprendiz no setor bancário.

Fábio Barbosa, presidente da Fenaban e da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), afirmou que o total de vagas vai aumentar de 1.786 para 4.064 até junho do próximo ano.

O programa, que existe desde 2003, é voltado para jovens de 14 a 24 anos, que têm a oportunidade de atuar em funções como atendimento aos clientes, caixa e informática. Em todas as atividades práticas os aprendizes são supervisionados por funcionários experientes dos bancos.

Na avaliação de Lupi, o programa oferece aos jovens um aprendizado objetivo e claro do mercado de trabalho. “Esse programa é importante porque faz a verdadeira inclusão social. Ele busca que essa juventude tenha um aprendizado objetivo, claro, do mercado de trabalho, e das áreas em que esses jovens possam desenvolver seu potencial. Ele faz a garotada alimentar sonhos, utopias, de trabalhar naquilo que sintam prazer”, disse.

O programa inclui uma carga horária de orientação teórica de 600 horas para jovens de 14 a 18 anos e de 550 horas para aqueles com idade de 18 a 24 anos. Fazem parte das grades dos cursos temas como o funcionamento dos bancos (qualidade no atendimento, sistema financeiro nacional, legislação e matemática financeira) e outros, relacionados com mercado de trabalho, como saúde no ambiente de trabalho, qualidade de vida, trabalho em equipe e noções de higiene. A carga de trabalho é de seis horas e cada contrato de aprendizagem tem duração de dois anos.

Além do salário, equivalente a um salário mínimo (R$ 380,00), os aprendizes têm direito a benefícios como vale-transporte, vale-refeição, contribuição do FGTS, férias e certificado de conclusão do curso. Após os dois anos, eles podem ser contratados pelos bancos ou buscar outro emprego no mercado de trabalho.

Para participar do programa, basta se inscrever em qualquer banco. É preciso estar cursando o ensino fundamental ou médio. Terão preferência os jovens com maior vulnerabilidade social e os que tiverem participado de qualificação do Programa Nacional do Primeiro Emprego (PNPE). “Eu quero ver se no ano que vem a gente triplica o número de vagas. É mais jovens dentro do sistema de trabalho e menos na rua”, disse Lupi.

Segundo o ministro, esse tipo de programa já existe também em vários outros setores. Ele citou uma parceria com a Fiat, no ramo automotivo, que já chegou a 3 mil vagas, e outra em andamento, com a Gerdau, do segmento siderúrgico.

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