Rio - Suposto intermediário entre ONGs e empresas fantasmas, Ricardo Secco, preso anteontem pela Polícia Federal durante a Operação Águas Profundas, entrou ontem com pedido de habeas corpus junto ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 2.ª Região.
Ricardo Secco é pai da atriz Deborah Secco. A operação da PF desarticulou um suposto esquema de fraudes em licitações da Petrobras e convênios firmados com ONGs. Além dele, também pediram habeas corpus Ruy Castanheira e seu filho, Felipe Pereira das Neves Castanheira.
Os pedidos devem ser julgados hoje pela desembargadora federal, Liliane Roriz, da Segunda Turma Criminal do tribunal.
Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, aceita pela Justiça, Ruy Castanheira atuava como operador contábil do esquema de fraudes da Petrobras e empregava o mesmo “modus operandi” em outro esquema, que realizava fraudes envolvendo ONGs e empresas-fantasmas.
O delegado Claudio Nogueira, que coordenou a operação, citou algumas empresas fantasmas que faziam parte dos esquemas: Petruscar, Intecdat, RVM, Cesta Básica, Max Express e Cobrar Assessoria.
Tanto Ruy como Ricardo Secco não apareciam formalmente no comando das ONGs, mas tinham ingerência sobre elas, segundo a denúncia.
A PF apreendeu ainda durante a operação R$ 500 mil em espécie na casa de Felipe Castanheira, considerado braço-direito do pai no esquema.
Os denunciados irão responder pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, falsidade documental e estelionato e poderão ainda ser acusados de sonegação fiscal.