Acabei de ler a carta de um munícipe (12/07/07) publicada neste respeitável Jornal da Cidade manifestando seu inconformismo pelo projeto do vereador Primo Mangialardo a respeito de regulamentação de panfleteiros. O cidadão, em altíssimos brados, defende sua tese de que o projeto vai tirar o ganho de inúmeras pessoas. É a mesma tese defendida pelos camelôs irregulares, pelos pirateiros de CD e DVD, pelas empresas de bingos, pelos bicheiros e por tanto mototaxistas irregulares que insistem em “trabalhar” fora de qualquer disciplinamento.
A verdade sempre tem dois lados e é difícil contentar a todos. Mas uma coisa é certa: Bauru é um cidade menos limpa por conta de tantos panfletos que estão jogados por todos os cantos. Se as empresas, mercados, pizzarias, etc, desejam fazer chegar a nós a sua propaganda, o ideal é que toquem as campainhas de nossas casas e nos perguntem se desejamos estes famigerados panfletos.
O que acontece, no entanto, é que os panfleteiros colocam seus papéis presos aos nossos portões, sem nos consultar se desejamos esta bagunça toda. Os olheiros de quadrilhas de assaltantes, pela análise da quantidade de papéis acumulados no portão, pode saber se estamos em casa, se estamos viajando e há quantos dias a casa está fechada. Por conta da falta de limites, da sujeira que isto gera, do perigo e dos sinais que estes papéis grudados nos portões emitem para a marginália eu digo claramente que sou totalmente a favor do projeto do vereador Primo Mangialardo.
Jacqueline Didier