Regional

CPMF: uma vergonha nacional

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

“A CPMF é uma vergonha. Nasceu como uma contribuição provisória há 11 anos, com alíquota de 0,20 e atingiu a alíquota de 0,38, quase que dobrou. No primeiro ano, arrecadou R$ 6 bilhões. No ano passado, arrecadou mais de R$ 30 bilhões. Começou com foco na Saúde, mas hoje está desviada. Pela Constituição, ela deve terminar em dezembro deste ano. O governo está mobilizado para recriá-la, através de nova lei. Nós estamos em movimento contrário.”

Com este discurso, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, criticou a classe política e lembrou que a sociedade como um todo é atingida pela CPMF. “Até as pessoas mais simples, que compram pão e leite, são atingidas porque no produto está embutido o custo do imposto provisório.”

A decepção do representante dos empresários paulistas não pára por aí. Ele critica a atual Câmara. “Eu sinto que a Câmara esqueceu os interesses da sociedade e está tentando negociar cargos com o governo para recriar a CPMF. A sociedade tem que reagir. Se vamos ser bem-sucedidos ou não, eu não sei. Estou reagindo.”

Para aqueles que dizem que não é possível acabar com o imposto porque existem despesas, Skaf manda um recado: “Que reduzam os desperdícios, que encontrem caminhos que reduzam juros; 1% de juros são 10 bilhões; se reduz 3% dos juros são 30 bilhões.”

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