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Presos alunos que planejavam ataque

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Nova York - Dois adolescentes de 15 e 17 anos foram presos ontem e acusados de conspirar para atacar uma escola de Nova York no próximo aniversário do massacre de Columbine, no qual 15 pessoas morreram.

O plano dos adolescentes foi descoberto a partir de um diário no qual eles enumeram colegas como alvos. “Vou dar início a uma rede de terrorismo no mundo”, escreveu no diário o mais novo, considerado “cérebro” do plano pela polícia. “Isso vai entrar para a história. Vou pegar todos eles. Perfecto”, completou.

Ambos foram acusados por um tipo leve de conspiração, que pode ser punido com no máximo um ano de prisão. Os dois adolescentes, que trabalhavam juntos em uma loja da cadeia McDonald's, planejavam realizar o ataque em 20 de abril de 2008 - nono aniversário do massacre da escola Columbine.

O histórico ataque em Littleton, Colorado, terminou com 12 alunos, um professor e os dois estudantes responsáveis mortos a tiros. Os dois responsáveis cometeram o suicídio na escola.

Armas e ameaças

Os detidos ontem pretendiam, segundo a polícia, atacar a escola Connetquot, em Bohemia, cerca de 80 km a leste da cidade de Nova York. O acusado de 15 anos foi recentemente suspenso por fazer ameaças contra a escola.

No dia 6 de julho, a direção da escola Connetquot obteve um diário escrito contendo “várias ameaças terroristas e planos para atacar o colégio em uma data futura”, disse a polícia. O diário foi entregue à escola depois que o adolescente mais novo o esqueceu no estacionamento do McDonald's, onde foi encontrado por um funcionário.

O adolescente já havia tentado várias vezes comprar armas pela Internet, incluindo explosivos e submetralhadoras. Ele foi encaminhado nesta sexta-feira por um juiz a uma avaliação médica em um hospital pediátrico, de acordo com o site Newsday. O segundo acusado, de 17 anos, alegou inocência frente ao juiz. A escola Connetquot tem mais de 2 mil estudantes.

Columbine

O oitavo aniversário do massacre de Columbine foi relembrado neste ano com homenagens às vítimas no Colorado. Na ação, os estudantes Eric Harris, 18 anos, e Dylan Klebold, 17 anos, mataram 12 estudantes e um professor antes de cometerem suicídio. Para marcar os oito anos do ataque, o governador do Estado do Colorado convocou a população a aderir a um minuto de silêncio.

O ataque deu origem ao documentário “Tiros em Columbine” (2002), dirigido por Michael Moore, que questiona o culto à violência e o fácil acesso às armas nos Estados Unidos.

O aniversário de oito anos da tragédia ocorreu na mesma semana de um novo massacre, desta vez contra o campus do Instituto Tecnológico da Virgínia, que deixou 32 mortos no dia 16 de abril deste ano.

O autor do ataque, o estudante sul-coreano Cho Seung-hui, 23 anos, comprou legalmente uma das armas que utilizou no ataque, uma Glock 9 milímetros, mais a munição utilizada por apenas US$ 571.

Após a ação, o jornal americano “The New York Times” publicou um editorial no qual afirma que o massacre na Virgínia “é mais uma lembrança aterrorizante de que alguns dos maiores perigos enfrentados pelos americanos vêm de assassinos domésticos com armas que são assustadoramente fáceis de se obter”.

Coincidentemente, uma aluna do Instituto Tecnológico da Virgínia escapou por pouco do ataque em Columbine há oito anos. Na época da ação, Regina Rohde estava no prédio que foi cenário do crime, mas teve a sorte de deixar o local pouco antes do ocorrido.

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