Tribuna do Leitor

Não ridicularizemos o amor!


| Tempo de leitura: 2 min

Gostar e ser correspondido. Amar e perceber que é recíproco, Doar-se e ceder. Abrir mão de inúmeras coisas por causa de outra pessoa. Dar carinho e receber. Pegar-se pensando nele(a). Passar uma tarde inteira a dois e nem notar o tempo passar. Inventar nomes e apelidos bobos, sem medo de repreensão ou vergonha. Todos esses sentimentos e sensações vêm embutidos quando percebemos que o que estamos sentindo é simplesmente o amor.

Este sentimento tão complexo, sempre quando citado, causa muitas dúvidas. Será que quando amamos, nos tornamos realmente patéticos? Quando o sentimos, o que se deve fazer? Devemos ter medo de amar? Como lidar com ele? É uma coisa óbvia que cada um ama de uma maneira diferente. E é impossível definir a palavra “amor” generalizando-a. Quando se ama, a última pessoa de que lembramos somos nós mesmos. Doar-se intensamente e fazer de tudo para agradar são atos automáticos. Quem ama quer o bem. Quem ama exala o bem. Este mundo tão frio e calculista em que vivemos atualmente é cada dia mais regado pelo desamor. Mas o grande paradoxo é que não existe no mundo alguém que não ame. É do instinto humano amar, seja o amor fraternal, paternal ou sua alma gêmea.

E não existem maneiras de fugir dele. Por isso, para que ter medo de demonstrar que ama? Para que ter vergonha de dizer o que se sente? Para que ter receio de fazer e se arrepender? Saber arriscar é saber viver! Nunca se consegue o que não se tentou. E o amor é isso. Temos que deixá-lo entrar quando ele bate à porta do nosso coração. Ele chega inevitavelmente, quando se menos espera. Só devemos nos arrepender do que não fizemos. Por isso, não hesitemos em demonstrar o que estamos sentindo. Não hesitemos em fazer alguém feliz e, principalmente, nos fazermos felizes. E, se um dia, alguém disser que amar nos torna ridículos, com toda certeza, esse alguém é ridículo. Não pelo fato de tal afirmação, e sim porque um dia esse indivíduo irá amar.

Bianca Ferreira - estudante

Comentários

Comentários