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Ciclo de tempestades solares começa em março de 2008 e afetará a Terra

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

A partir do ano que vem, o Sol entra num ciclo de maior atividade que poderá ser sentido até mesmo na Terra. Segundo dados divulgados pelo Centro de Ambiente Espacial da Administração Nacional Oceânica Atmosférica (Noaa), dos Estados Unidos, provavelmente a partir de março de 2008 começa o ciclo de tempestades solares que atingirão seu auge em 2112.

As tormentas se caracterizam por erupções na coroa do astro, que liberam fótons e matérias com carga elétrica até a Terra. Essa radiação pode causar interferências nas comunicações e nos sistemas de distribuição de energia, bem como intensificar fenômenos luminosos naturais da superfície terrestre, como as auroras austrais (Pólo Sul) e boreais (Pólo Norte).

Na verdade, se trata apenas do início de um ciclo de eventos solares que ocorre a cada onze anos, em média, segundo Jorge Honel, físico responsável pelo observatório espacial do Centro de Divulgação Científica e Cultural da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos. “Há cinco anos, passamos por um período de baixa atividade solar”, revela.

De acordo com ele, tempestade é apenas o nome dado ao fenômeno onde o Sol, através de alterações de comportamento em seu campo magnético, joga partículas mais carregadas de energia de uma determinada região para fora do astro. “São as manchas solares, que não passam de resfriamentos da sua superfície via campo magnético (nessas áreas a temperatura cai 2 mil graus). Quanto mais manchas, maior a atividade”, explica.

Esse fenômeno de aumento da atividade solar pode acarretar em explosões na superfície do astro. “Algumas delas são centenas de vezes maiores que a Terra. Se estivéssemos mais perto, causaria muito estrago, mas como estamos longe, sentimos pouco”, afirma.

Além de incentivar fenômenos naturais e interferir em sistemas de comunicação e distribuição de energia (no último ciclo foi registrado um blecaute num região entre os EUA e o Canadá em virtude da intensa atividade) o fenômeno causa acentuação da incidência de raios nocivos na atmosfera.

No entanto, nada que modifique o cotidiano das pessoas na Terra. “Não é algo assim tão fantástico é quase que imperceptível para nós. Trata-se de uma coisa que se repete a cada onze anos. Nada de fantástico”, finaliza o especialista.

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