Tribuna do Leitor

Ex-ministro confunde


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Após ler o texto escrito por Antonio Delfim Netto (sessão Opinião - 14/7/2007), me senti na obrigação de mostrar o outro lado dos acontecimentos.

Segundo o excelentíssimo professor da FEA/USP, os organismos de defesa ambiental têm interesses obscuros nas fontes de energias alternativas, fontes as quais produziriam uma quantidade de energia mais que suficiente para suprir a necessidade do Brasil, país este que tem um enorme potencial para a geração de energias eólica e solar. Para se ter uma idéia, hoje o país que mais utiliza a energia eólica é a Alemanha, sendo que seu potencial eólico é menor do que o de Florianópolis, a cidade brasileira com menor quantidade de ventos. É claro que essas energias exigem um investimento inicial alto e um certo tempo para começar a produzir, mas quanto mais cedo começarmos, mais cedo colheremos os frutos.

Segundo nosso ex-ministro, a solução para a reprodução dos bagres é trivial, certamente ele se refere às escadas e rampas construídas em nossas barragens para que os peixes possam subir o rio na época da piracema, porém, não sabemos se essa espécie, diga-se de passagem somente encontrada no Rio Madeira, conseguirá subir as rampas por ser composta por peixes grandes e pesados.

É também com enorme pesar que se vê o desmembramento do Ibama, um dos únicos órgãos governamentais que realmente trabalhava, honrava seu uniforme, e esse acontecimento com certeza acarretará numa maior destruição das já castigadas reservas ambientais brasileiras, vítimas da sede por lucro dos ratos capitalistas, que infelizmente dominam o mundo.

Porém, como diz o famoso ditado popular, a esperança é a última que morre, e ainda está viva a de que esses “agitadores sociais” consigam vencer os interesses capitalistas e consigam defender as últimas áreas verdes do nosso País. Portanto, está evidente que nosso ex-ministro precisa se informar melhor sobre o assunto, a ponto de não confundir destruição com desenvolvimento na Amazônia.

Eduardo Mayer

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