“Um diamante que precisa ser lapidado”. Assim o técnico Antônio Carlos Barbosa define a pivô Isis, uma das apostas do Brasil nessa nova safra de jogadoras. Com três convocações para a Seleção Brasileira em dois anos, a jogadora do Catanduva não esconde a vontade de que o Pan do Rio de Janeiro seja a ponte para consolidar da carreira.
“Esperamos mostrar para o público, os outros treinadores e até para os jornalistas que o basquete feminino do Brasil não acaba com a saída da Janeth. Temos potencial para continuarmos entre as quatro melhores do mundo”.
Com 2m02 de altura, a atleta de 24 anos, natural de Goiânia, reconhece que Janeth, de 38 anos, é a inspiração para uma trajetória de sucesso e que tenta tirar o máximo de proveito quando está em sua companhia. “Ela é o maior exemplo. Gosto quando fala da necessidade de sermos unidas”, conta, lembrando que Janeth faz questão, por exemplo, do almoço e jantar em equipe.
Brincalhona, ao mesmo tempo em que se diz tímida, a atleta se revela ansiosa com a participação no Pan e acredita que o maior desafio será atuar com a família nas arquibancadas. “Umas 30 pessoas da minha família estarão me vendo jogar durante a competição. Isso sem contar no apoio da torcida”, diz. “Mas acredito muito em bons resultados e na conquista da medalha de ouro”.
Dona de uma beleza exótica, tem cabelos curtos e muito loiros, e rosto com traços delicados, a atleta tem recebido elogios constantes nos bastidores da Vila do Pan. “Os estrangeiros paqueram mesmo, mas não permito falta de respeito”, pondera.
Durante a entrevista, chamou a atenção de uma dupla da República Dominicana que não perdeu a deixa: “Que mulherão”, exclamou o estrangeiro, impressionado com a altura da brasileira: tem 2m02. E ela ainda tem outros atributos raros como as seis tatuagens espalhadas pelo corpo - uma delas, no tornozelo, tem os nomes do pai, da mãe e do irmão”