Muita gente acredita que as pedras e até mesmo os metais são fontes de energia. Povos antigos utilizavam as gemas e outros tantos tipos de material para adornar o corpo, mas também para proteger. Entre os sociólogos e estudiosos da joalheria há correntes que indicam que os adornos precederam as vestimentas.
Dando um pulo no tempo, os reis e a nobreza sempre vêm à nossa mente associados às jóias e a joalheria realmente (ainda) é um mercado considerado elitista. Uma peça pode chegar a custar milhões de dólares, mas, hoje, artigos de designer com materiais mais ‘baratos’, como a prata e os de metal com banhos de ouro e prata, chegam mais facilmente ao grande público.
Segundo a designer de jóias Adeguimar Arantes, as chamadas ‘jóias industrializadas’ são acessíveis à classe média e peças como as alianças ganham espaço pelo apelo cultural. Por outro lado, as peças de autor, exclusivas, ainda são privilégio de um mercado de luxo, considerado supérfluo.
Dentro da joalheria ‘acessível’, algumas marcas nacionais se destacam usando banhos de metais para ‘baratear’ a peça e investindo nas pedras nacionais e no acabamento minucioso que conquista uma clientela exigente. A designer italiana Francesca Romana Diana adotou essa linha, com grande emprego de pedras brasileiras em suas criações.
Desde 1980 Francesca adotou as terras brazucas como suas e empregou fibras, cocos e madeiras em suas peças. A coleção atual porém perdeu um pouco o tom clássico e ganhou estruturas metálicas e as inconfundíveis pedrarias: turquesa, ametista, citrino, quartzos rutilados, entre outras.
Hoje pedras e mais pedras em todas as cores inundam as prateleiras e os corpos.
“Uma das mais procuradas é o citrino. É uma pedra neutra e bonita”, explica a gerente de uma loja de semijóias Natália Martins. Ela ainda explica que as gemas empregadas em jóias para senhoras atualmente vêm tomando uma nova cara ao serem misturadas com os metais e roupagens modernozas.
Andando junto com os designers independentes estão as joalherias mais antigas e que atendem prioritariamente a classe AAA. Entre as grandes estão a Vivara, com suas mais de 80 lojas pelo País, e a H. Stern, primeira empresa brasileira de jóias a ter pontos de vendas nos endereços mais exclusivos do mundo e no “Guide de Luxe”, um catálogo com as principais empresas do mercado de luxo do mundo.