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Cadelas ajudam na busca dos corpos

Folhapress
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São Paulo - As cadelas labradores Dora, Dara e Ane, que participaram das buscas de corpos na tragédia do metrô de Pinheiros, em janeiro deste ano, chegaram na manhã de ontem aos escombros do acidente da TAM, ao lado do aeroporto de Congonhas. “Os cães vasculharão a área em busca de fragmentos de corpos”, explicou o sargento José Edvaldo Mascarenhas. “As cadelas também podem ser ferramenta para achar corpos inteiros, especialmente em lugares onde ainda não tivemos acesso, entre 15% e 20% do prédio”, disse o capitão Mauro Lopes, porta-voz do Corpo de Bombeiros. No fim da manhã de ontem, elas já tinham encontrado alguns fragmentos.

Nas primeiras horas, porém, o trabalho foi de reconhecimento de área. “Lá dentro do prédio está ainda muito quente. Se uma cadela se queima, pode se traumatizar e não querer fazer o trabalho nunca mais”, disse Mascarenhas. O cálculo dos bombeiros é de que a temperatura passe de 60 graus em alguns pontos. Era a primeira vez em que as cadelas fariam reconhecimento de corpos carbonizados. O Corpo de Bombeiros tem 12 cães treinados para participar de buscas.

De madrugada, no Instituto Médico Legal (IML), foram identificados mais quatro corpos. Já são 45 as vítimas reconhecidas. Para ajudar na identificação, funcionários do IML estavam programados para, à tarde, percorrer os três hotéis onde se encontram parentes das vítimas a fim de recolher amostras de sangue. O material será utilizado em testes de DNA.

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