Bairros

Curso do Senai terá início em janeiro

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Aguardado há vários anos, o núcleo de tecnologia da construção civil do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Bauru entrará em atividade em janeiro do ano que vêm. A direção da entidade acredita que as obras do prédio onde funcionará o curso estarão concluídas no mês de outubro.

“Em dezembro, maquinário e materiais letivos já deverão estar instalados no local”, crê Antônio Nardoto Prado, coordenador do núcleo de projetos especiais do Senai/Bauru. Ele espera começar a efetuar as matrículas dos alunos no começo de janeiro. “Antes de fevereiro, as aulas já terão começado”, garante ele. Inicialmente, o curso de técnico receberá 64 alunos em duas turmas, uma diurna, outra no período noturno.

De acordo com Prado, o curso, que será gratuito, já está atraindo um grande número de profissionais da construção até a instituição - antes mesmo das inscrições se iniciarem. Empresários do setor da construção civil esperam que esse grande interesse possa se converter numa melhoria da qualidade da mão-de-obra da cidade.

“Hoje nossos profissionais se encontram muito presos ao conhecimento prático. As coisas são feitas tomando por base apenas a tradição. Não que isso seja de todo ruim, mas queremos que eles aliem essa sabedoria ao aprendizado teórico que será oferecido pelo curso técnico”, diz Ralph Ribeiro Júnior, diretor regional do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon). A entidade é parceira do Senai na implantação do núcleo.

A intenção dos idealizadores do curso é fazer com que os profissionais formados pela escola tenham condições de atuar com produtividade e eficiência, segundo as normas ambientais e de segurança. “Nossos alunos serão capazes de executar uma construção limpa, com o mínimo de desperdícios e de danos ambientais”, acredita Prado.

Essa nova realidade representaria uma verdadeiro alívio para os profissionais que atuam na área em Bauru. Até os dia de hoje, o empreiteiro Jacir Luiz Batista, 49 anos, tem sido obrigado a selecionar funcionários “no dedo”, devido à falta de qualificação de boa parte dos pedreiros e auxiliares de obras bauruenses. “Se a gente não fizer assim, corre o risco do serviço não sair da maneira esperada”, explica.

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