Economia & Negócios

Dívidas podem ser evitadas com lista de 10 regras básicas

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Ofertas, promoções, pagamentos a perder de vista. Quando menos se percebe, os carnês vão se amontoando, o salário ficando curto e as dívidas só aumentam. Para fugir desse ciclo, o consumidor pode seguir dez orientações básicas para evitar e sanar as pendências financeiras .

De acordo com o consultor Cláudio Boriola, a ansiedade é, muitas vezes, a responsável pelo consumo desnecessário e pelas dificuldades financeiras das famílias brasileiras. “Esse sentimento de angústia, de inquietação de espírito e o violento desejo que tomam conta de todos nós quando não o controlamos”, diz. Boriola destaca que, para se manter uma vida financeira tranqüila, basta o consumidor seguir uma relação de “10 mandamentos”, como planejar e pesquisar a compra, se controlar na hora de adquirir algum produto, evitar ao máximo a emissão de cheques pré-datados, entre outros.

Para se manter no controle das finanças pessoais sem, necessariamente, abrir mão das compras, o economista e consultor financeiro Adriano Fabri aconselha aos consumidores montar um orçamento familiar para que se tenha a idéia exata de quanto poderá gastar por mês.

“Fazer essas contas de cabeça ou de qualquer forma é extremamente arriscado, pois podem ser esquecidos detalhes e contas importantes e o resultado pode ser bem diferente”, avalia. O economista sugere que o orçamento seja dividido por grupos e contas.

Calculado quanto se pode pagar por mês, Fabri sugere que, no momento das compras, o prazo de pagamento seja aumentado para que as parcelas caibam no orçamento. Substituir dívidas mais caras por mais dívidas que custem menos também é uma boa alternativa. O economista pontua que o cartão de crédito e o cheque especial possuem maiores taxas de juros.

Empréstimos em financeiras também possuem taxas altas. “Já os empréstimos bancários normalmente custam a metade ou menos do que as alternativas anteriores. Os empréstimos consignados custam menos ainda, mas como é descontado em folha, a pessoa tem que tomar cuidado para não se endividar ainda mais sem perceber isso num primeiro momento”, avalia.

Pechincha

No momento da compra, a orientação é pechinchar e não ter preguiça de gastar sola de sapato para fazer cálculos. “Existe uma enorme diferença entre os pontos de vendas do mesmo produto. Elas podem ultrapassar 300% em alguns casos. Portanto, uma boa pesquisa é imprescindível para fazer bons negócios”, ressalta Fabri.

Para saber se o vendedor oferece preço parcelado sem juros, o economista sugere que o consumidor insista num desconto à vista. “Se houver desconto à vista, há juros sendo cobrados. Como estratégia as lojas usam cinco, seis, dez vezes sem juros. Por exemplo, um produto vendido em cinco vezes sem juros, mas que tem desconto de 10% à vista, é porque está sendo cobrado 3,62% ao mês. Para uma inflação anual de aproximadamente 4% e um rendimento nas aplicações financeiras que não chega a 1%, é uma taxa muito cara”, calcula.

A aposentada Nilce Vieira Costa , 60 anos, tem a fórmula infalível para não fazer dívidas. “Se eu não tenho dinheiro, eu não compro. Simples assim”, diz. Ela garante que consegue se controlar, mesmo nas promoções mais irresistíveis. “Com o que o aposentado ganha, tem que seguir a linha para não fazer dívidas. Senão, fica até feio”, observa.

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