Polícia

População é chamada a colaborar com a averiguação do policial

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar dos esforços da Polícia Militar em interagir com a população, culturalmente há uma certa desconfiança das pessoas com relação à PM. Um dos trabalhos realizados durante os treinamentos é justamente fazer com que os policiais sejam enérgicos, mas sem abusar da autoridade para com os cidadãos.

Por outro lado, a população também é chamada a fazer a parte dela, quando se trata de assuntos relacionados à polícia. Para o tenente Bruno Mandaliti, é importante a população ver o policial como amigo e confiar na Polícia Militar.

Quando se trata de abordar um civil na rua, o tenente explica que o policial parte da premissa que esse cidadão gerou alguma suspeita, por suas atitudes, ou pode ter sido alvo de denúncia, sem que a PM soubesse se era ou não o veículo a ser abordado.

Neste caso vale a máxima “quem não deve, não teme”. Mandaliti afirma que o policial vai ser enérgico na abordagem, porque essa é a postura correta. Mas, após constatar que se trata de um cidadão de bem, libera a pessoa, agradecendo a colaboração e pedindo desculpas pelo transtorno. “Tem que ter paciência e obedecer a cada fala do policial porque, a partir do momento que você gesticula demais, só dificulta o trabalho do policial. Ele não sabe que você é um cidadão de bem, está averiguando isso”, ressalta.

O tenente Alexandre Tercioti destaca ainda que o policial não pára um cidadão se não houver motivo. De acordo com ele, muitos casos são de denúncias anônimas feitas pelo Disque-Denúncia, que precisam ser averiguadas. “Só há ação do policial se houver algo que denote suspeita. O importante é o cidadão de bem saber que o policial está fazendo seu trabalho e colaborar com ele”, frisou Tercioti.

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Força Tática

A Força Tática, que é uma equipe reforçada de policiais, treinados para ações de policiamento ostensivo e de preservação, atua em cidades maiores, como Bauru. Os policiais da Força Tática combatem crimes violentos, controlam tumulto e trabalham como força de choque, para combater rebeliões, por exemplo.

Segundo o tenente Mandaliti, para ingressar na Força Tática, o policial antes adquire experiência no policiamento diário, nas rádio-patrulhas e bases comunitárias. O ingresso na Força Tática é voluntário e se dá, normalmente, após cinco anos de experiência na Polícia Militar. “Às vezes menos, às vezes mais, depende da competência desse policial”, explica.

Mandaliti lembra ainda que para ingressar na Força Tática, além de experiência e competência, os policiais devem se adequar ao perfil, sabendo que vai trabalhar com horários diferenciados e estar sempre a postos para atender qualquer eventualidade. “É uma tropa que tem equipamento de grande porte, de choque, munição química, atua em técnicas não-letais, atua em missões em presídios, em controle de distúrbios civis, entre outros”.

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