Bairros

Chuva dá trégua e temperatura cai

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Os bauruenses que já estavam cansados de ficar em casa neste final de julho por causa da chuva contínua inesperada, podem comemorar. De acordo com a previsão do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o céu nublado, que predomina na cidade desde segunda-feira, deve abrir amanhã. A expectativa é que já na noite de hoje, a frente fria que causou a chuva comece a deixar a cidade. Ontem, um nevoeiro trazido pela frente fria cobriu Bauru. Enquanto isso, a previsão ainda é de muita água para hoje.

O nevoeiro só foi embora no início da tarde, quando veio a chuva. Ontem, até o início da noite, o IPMet havia registrado precipitação acumulada de 6,6 milímetros. Anteontem, foi de 69,8. Em todo o mês de julho, a precipitação acumulada chegou a 179,1 milímetros - a média histórica é de 48 milímetros. E deve passar dos 200 milímetros, com a chuva que é esperada para hoje.

De acordo com a meteorologista do IPMet Lúcia Gularte, a frente fria que chegou ao Estado de São Paulo no início da semana é uma transição entre a massa de ar quente que atualmente cobre o Rio de Janeiro e a massa de ar frio que está no Paraná. Esse ar frio é o mesmo que provocou neve na Argentina na semana passada e possui um ramo que causou uma onda de frio no Acre, onde geralmente é calor o ano todo.

A meteorologista avalia que o mês de julho foi atípico, mas como o inverno só termina em setembro, a média de chuva acumulada durante a estação pode permanecer dentro da média histórica. “O mês de julho está anormal, mas isso tem a ver com os sistemas que passam pelo Estado. Normalmente, eles passam rapidamente. Mas neste mês de julho, eles estão permanecendo”, explica.

E não é só em Bauru que a quantidade de chuva em julho surpreendeu. Na Capital, cinco dias de chuva intensa tornaram este mês o mais chuvoso dos últimos 13 anos. A média acumulada até anteontem chegou a 87,5 milímetros - a expectativa para o mês era de 44 milímetros.

A chuva deve deixar Bauru e o restante do Estado amanhã. “As nuvens vão embora e a umidade deve voltar a cair”, informa Gularte. A temperatura mínima também deve despencar. No domingo passado, dia mais quente do mês, os termômetros do IPMet registraram 29,4 graus. A previsão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para amanhã é de mínima de 8 graus e máxima de 19 graus.

Nos últimos dias, a diferença entre a máxima e a mínima não passou dos 6 graus – ontem, por exemplo, foi de 3,9 graus. Amanhã, quando o inverno deve voltar ao normal na região, a diferença entre as temperaturas volta a aumentar e a umidade relativa do ar, deve cair.

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Estragos

Se anteontem a cidade foi pega de surpresa por ruas alagadas, com carros ilhados e casas invadidas pela água, ontem a Defesa Civil teve um dia mais calmo. De acordo com o tenente Eros Pereira, coordenador da unidade em Bauru, apenas uma solicitação foi feita. “Era para verificar se uma casa no jardim Vitória corria risco, por causa de umas rachaduras que apareceram depois das chuvas. Solicitei que um engenheiro da Secretaria Municipal do Planejamento (Seplan) fosse até lá verificar”, conta.

O coordenador também aproveitou o dia para providenciar mais lona, que anteontem foi utilizada por alguns moradores cobrirem os telhados de suas casas. “Também pedi mais cobertores e colchões”, conta Pereira. A Secretaria Municipal de Obras informou que, após o final do período de chuvas, fará um levantamento dos pontos críticos na cidade para definir quais ruas serão atendidas de forma prioritária.

Segundo a secretaria, a operação tapa-buracos e a terraplanagem está sendo realizada de forma precária em razão das chuvas.

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