As fortes chuvas dos últimos dias, num período típico de estiagem, estão fazendo o bauruense viver uma situação comum de dezembro a março: os buracos se multiplicaram nas ruas de asfalto e há muita lama e cratera nas vias de terra. A previsão para hoje e amanhã é de predomínio de sol e frio, mas o rastro – ou melhor, o impacto – da chuva continua na cidade com ruas, principalmente as de terra, intransitáveis e as de asfalto precisando de reparo.
Moradora da Vila Industrial, Sidnéia Silva reclama que passar de carro pelas quadras 17 e 25 da rua Salvador Filardi é um desafio. “Esse trecho é de terra e tem buracos grandes. Em outras ruas aqui do bairro, além dos buracos, tem lixo e entulho”, relata ela. “Na madrugada de hoje (ontem) a casa da vizinha inundou. Tá muito difícil aqui e, depois da extinção da Sear, nem para quem reclamar a gente tem”, completa.
Também indignado está Osvaldy Martins, o Ticão, que é presidente da Associação de Moradores do Parque Viaduto e adjacências. “Nas ruas aqui do bairro, só de helicóptero. De carro, só se for para fazer rally”, ironiza para contar sobre as condições das ruas. Moradores do bairro não conseguem chegar de carro em suas casas; o caminhão da coleta de lixo também não consegue entrar em todas as ruas e o ônibus coletivo, só passa nas vias principais.
“Como a gente está cansado de reclamar, o jeito é jogar entulho nos buracos por conta própria”, critica, afirmando que a prefeitura ainda não terminou de passar a máquina nas ruas esburacadas com as chuvas do início do ano. O secretário municipal de Obras, Paulo Brittes, informou que, com o início da estiagem, a operação tapa-buracos será retomada, dando prioridade às vias de maior fluxo de tráfego de veículos.
“Hoje (ontem) fizemos tapa-buracos na Getúlio Vargas. Amanhã (hoje) vamos para as ruas da área central, lugares onde sabemos que as chuvas abriram buracos. Depois, vamos para os bairros”, afirma ele ressaltando que a pasta segue com o trabalho de recape – serviço que está sendo finalizado na avenida Octávio Pinheiro Brisolla.
Também surgiram buracos na rotatória da Praça Chujiro Otake, a Praça do Relógio do Sol. Porém, o serviço de tapa-buracos no local deverá ser feito pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE), que recentemente quebrou o asfalto na rotatória para fazer a interligação de interceptores de esgoto. A assessoria de imprensa da autarquia informou que o serviço já está no programa de atividades.
Já o cronograma de terraplanagem nas ruas de terra segue o critério de urgência de cada via, segundo Brittes. Ontem pela manhã, ainda com chuva, equipe de Obras precisou consertar uma galeria de água da chuva na rua Inconfidência, serviço que exigiu a quebra do asfalto.
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Precipitação acumulada supera média de janeiro
Até ontem, julho, que é um mês típico de estiagem, já acumulava 239 milímetros de chuva, segundo o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet). O índice é maior que os 223 milímetros da média histórica de janeiro, que é um mês muito chuvoso. Só ontem, foram 59 milímetros.
Apesar da chuvarada, a Defesa Civil não registrou ocorrências mais graves ontem. “Recebi sete solicitações de lonas para cobrir casas com rachaduras e pedidos para fazer vistoria em casas. Mas nenhuma residência corria risco de desabar e não tivemos desalojados”, conta o tenente Eros Pereira, coordenador da Defesa Civil.
Para hoje, a previsão do IPMet é de predomínio de sol com temperatura mínima de 9 graus e máxima, de 20 graus. O tempo não deve mudar muito amanhã e domingo.