Nos 800m, o Brasil faturou mais duas medalhas. Kleberson Davide, de Arthur Nogueira, e que treina na Unicamp (Campinas), faturou a prata e, mesmo reclamando da chuva, fez seu melhor tempo na prova: 1m45s47. “A chuva atrapalhou um pouco porque a sapatilha molhada fica mais pesada, mas ainda assim fiz minha melhor marca. Consegui até índice A para Olimpíadas.”, comemorou.
Kleberson conseguiu a prata com uma arrancada na reta final quando ultrapassou o também brasileiro Fabiano Peçanha, que faturou bronze com 1m45s54. O cubano Yeimer Lopez ficou com o ouro (1m44s58).
Outra atleta que treina em Campinas, Celso Ficagna, competiu ontem nos 3000m com obstáculos. Recentemente recuperado de uma lesão, ele não conseguiu bom desempenho e terminou em 5º. Os norte-americanos Josh McAdams e Michael Spence, respectivamente, faturaram ouro e prata. O cubano José Sanchez ficou com bronze. “Os americanos realmente fizeram uma prova excepcional”, elogiou Celso que a partir de agora se prepara para tentar a vaga olímpica.
A grande surpresa do último dia de atletismo do Pan aconteceu nos 3mil com obstáculos. A atleta da Puc-Campinas, Zenaide Viera, era a favorita e chegou a liderar a prova, mas perdeu força nos metros finais e terminou com a medalha de bronze com 9m55s51, quase 12 segundos a mais do que costuma fazer (9m46s52). “O pior foi que eu não vi a mexicana”, lamentou referindo-se a Talis Apud que lhe tirou a prata nos minutos finais. O ouro, segundo do Brasil no Engenhão, ficou com a brasileira Sabine Heiting. A atleta fez uma prova excepcional com a marca de 9m51s13, mas a cena mais emocionante aconteceu nos bastidores. Seu treinador, Jorge Peçanha, interrompeu a entrevista aos jornalistas para lhe dar um abraço e chorou de felicidade. “Eu sempre disse à ela: acredite em você”.