Em mais uma reunião mensal, os Democratas (DEM) decidiram ontem formar uma comissão para levantar o potencial dos pré-candidatos a vereador para as eleições de 2008. Os militantes discutiram também a necessidade de fortalecer as vagas para mulheres para que o partido, como tantos outros, não tenha vagas em branco.
A legislação eleitoral garante a reserva de 30% das vagas para a eleição proporcional a mulheres, mas todas as legendas têm dificuldades em preencher o percentual mínimo. Segundo o presidente municipal do DEM, Dudu Ranieri, a legenda está atuando para ampliar as filiações femininas. “Temos mulheres que já militavam e outras que ingressaram no grupo e já assumiram a disposição de disputar a eleição”, contou.
O presidente respondeu a uma sugestão de militante que os pré-candidatos também já apresentaram currículo, com informações sobre a participação política na comunidade e em segmentos organizados como times de futebol, associações, entidades e igrejas. “Esses dados vão servir para avaliar também o potencial de cada interessado em disputar a eleição”, complementou.
Na avaliação do comando da legenda, nem sempre currículo recheado é indicador de candidato forte. “Muitas vezes é melhor o cidadão não ser presidente de nenhuma associação, mas ir à feira todo domingo e estar circulando em reuniões, conversando o tempo todo”, disse Ranieri.
A exemplo do que discutiu ontem o grupo que tenta reorganizar o PPS local, os democratas salientaram que a aliança, se for autorizada na eleição, é uma alternativa que não se pode desconsiderar para fortalecer a chapa.
Entre os programas locais em discussão junto à Prefeitura de Bauru, os democratas manifestaram apoio ao projeto que pretende permitir a venda de lotes ociosos para levantar fundos para a pavimentação da periferia. “Essa proposta é uma saída para a falta de recursos. O arquiteto Jurandyr Bueno Filho me procurou há bastante tempo para mostrar, com mapas, que é preciso vender faixas de terra perto do Aeroclube para levantar dinheiro suficiente para asfaltar muita coisa. A periferia precisa e não tem de onde tirar dinheiro. Dizer que este ou aquele iria se beneficiar com o programa é um absurdo, pois não é pensar na cidade, mas no conhecido interesse individual”, finalizou Dudu.