Bairros

Pequenos gestos ajudam a combater problemas imensos

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Gestos simples, como participar da coleta seletiva de lixo, dar preferência ao transporte coletivo e às formas alternativa de energia ou mesmo evitar o desperdício, podem se tornar armas poderosas no combate ao problema imenso que é o aquecimento global.

“Pequenas ações isoladas podem parecer insignificantes quando analisadas separadamente. Juntas, porém, elas são capazes de criar uma cadeia de reações, capaz de transformar o mundo”, avalia o bauruense Sílvio Luís Arruda, 43 anos, morador do Núcleo Mary Dota (zona norte da cidade) e adepto a ações ecologicamente corretas.

Ele cita como exemplo a comoção geral em torno do uso do CFC, ocorrida em meados da década de 90. Segundo especialistas, a substância (na época utilizada na fabricação de desodorantes, sprays e aparelhos de refrigeração) seria responsável pelo aumento do buraco da camada de ozônio, que funciona como uma espécie de filtro contra os raios ultravioletas do sol. A radiação é extremamente nociva aos seres vivos.

“O que fez, naquela ocasião, com que as empresas deixassem de usar o produto foi a pressão de gente comum, como eu e você. As pessoas perceberam o mal que aquela substância estava fazendo ao planeta e simplesmente deixaram de consumi-la. Veja que são pequenos gestos. Se apenas um homem deixar de consumir um desodorante, isso não terá efeito prático algum. Imagine, porém, todo mundo agindo da mesma forma”, diz Sílvio.

Deives Rodrigues, 24 anos, também acredita na força dos pequenos gestos. Atualmente, ele faz estágio no Instituto Ambiental Vidágua e, no futuro, pretende atuar profissionalmente em projetos de reflorestamento. “Acredito que esse campo possa ser rentável. Hoje há muitas pessoas e empresas querendo fazer algo pelo meio ambiente, só que elas não sabem por onde e como começar”, acredita.

Deives, por outro lado, sabe bem como fazer. Natural da Capital, ele participou, em 2003, na condição de membro do Grupo Escoteiro Ipiranga (com sede no bairro da Mooca, zona leste de São Paulo), do maior plantio de árvores realizado no mundo até então.

Na ocasião, ele e colegas ajudaram a cultivar 21 mil mudas às margens do rio Tietê. O feito acabou indo parar no Guinness Book, o livro dos recordes. Além de participar da coleta seletiva de lixo, Deives também atua contra toda e qualquer forma de desperdício. Para tomar água, por exemplo, ele evita copos descartáveis. “Prefiro os de vidro. São mais higiênicos e duram mais tempo”, diz o rapaz.

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