Durante a terapia de reiki, a energia é ativada individualmente pelo processo da iniciação, ficando alinhada numa alta vibração. A partir daí, explica José Luiz de Pontes, professor de reiki desde 1995, a entrada desta força criadora no corpo se dá pelo chacra coronário (topo da cabeça) e, posteriormente, desce até a glândula pineal. Deste ponto a energia se redistribui pelo sistema nervoso e é processada no coração. Por sua vez, a direção do fluxo é dada pelas mãos, pés e olhos, através da própria harmonia do terapeuta, promovendo um relaxamento neurológico profundo, superior à qualquer técnica de meditação.
“O reiki me ajuda a suportar as pressões que a rotina e o cotidiano impõem. Os problemas acabam por nos deixar emocionalmente perturbados e o reiki coloca as emoções em seus lugares”, relata a artista plástica Ivelize De Agostini, adepta da terapia desde 1995.
De Agostini conta que o que lhe chamou a atenção no método foi a facilidade da aplicação e o bem-estar e equilíbrio que a harmonização a partir da energia “fina” do universo proporciona. “Eu tinha um espaço aqui em Bauru na década de 90 onde sempre promovíamos cursos de medicina alternativa e foi por aí que descobri o reiki. Desde que fui iniciada ouvi inúmeros relatos de pessoas com doenças graves e problemas emocionais que melhoraram e até se curaram através da terapia”, completa.
Para a artista plástica e praticante, o reiki é um “pronto-socorro” nas mãos e serve como calmante e para ajudar pessoas queridas em dificuldades mesmo quando distantes. Mas o toque não é essencial para a terapia, pessoas distantes podem receber a energização, bem como o iniciado pode se auto-energizar.
O mais comum é que o tratamento seja efetuado através do apoio das mão ou, ao menos, a proximidade das mesmas como um canal para a energia. As mãos são “aplicadas” em vários locais do corpo de quem recebe reiki.
Quanto às reações, alguns “pacientes” relatam sentir várias sensações subjetivas e, por vezes, objetivas, como calor, frio e sonolência, mas elas não são via de regra. Tais sensibilidades são atribuídas pelos estudiosos do reiki à energia “enchendo” o corpo e à reparação das deficiências energéticas do corpo receptivo pela aura.