É uma história verídica e vou “rimar”.
Minha primeira namorada! e foi dela eu gostar.
Foi no jardim da praça nós fomos nos encontrar.
Éramos dois adolescentes sem saber o que era amar.
Naquela época o namoro era para se firmar.
Fomos sentar no banco da praça, para conversar.
E no primeiro encontro já tinham alguém a nos vigiar.
A namorada tinha hora certa para casa voltar.
No começo do namoro pegar na mão nem pensar.
E no cinema sempre uma vela acesa a nos iluminar.
Terminada a seção para casa a namorada levar.
Sempre em uma fresta da janela alguém nos espionar.
E o nosso namoro sempre teve um romantismo no olhar.
O primeiro beijo no escurinho do cinema foi de arrepiar.
E de beijos e abraços até o dia de nos casar.
Esse namoro foi há cinqüenta anos e muito durar.
O casamento era um vínculo de moral para zelar.
Para que um dia os filhos nos viessem a imitar.
Vou ser taxado de coroa e quadrado, mas não vou ligar.
Como é bom ser coroa e um coração ainda a palpitar.
O casamento pra durar tem que um ao outro se tolerar.
Ficamos casados por 46 anos e muitas rusgas passar.
Até o dia que Deus minha namorada veio buscar.
E foi para o infinito aonde com Deus deve estar.
Fazer o quê!? Na vida nada é eterno para ficar.
“Saudades, Lourdinha, 20/05/00 foi nos deixar”.
Este foi o meu primeiro amor a moda antiga a recordar.
Obrigado a todos se um dia esta história vir a publicar.
Do seu Florindo Martins