São Paulo - A Prefeitura de São Paulo cancelou a demolição do prédio da TAM Express atingido pelo Airbus-A320 da TAM no dia 17 matando cerca de 200 pessoas. O procedimento estava marcado para ontem, mas foi suspenso porque falta a liberação da área pelos órgãos envolvidos, como a Polícia Federal (PF), Aeronáutica e Infraero (estatal que administra os aeroportos).
Em nota divulgada anteontem, a TAM confirmou que a demolição só será realizada quando tiver as autorizações dos órgãos envolvidos. Anteontem à tarde, a Secretaria de Segurança Pública já havia liberado a área para a prefeitura tomar as providências necessárias. Os peritos do Núcleo de Crimes contra a Pessoa, do Instituto de Criminalística (IC) concluíram no final da tarde de anteontem a varredura nos escombros no prédio. Foram recolhidos materiais orgânicos em alguns destroços da aeronave.
O material será examinado para saber se são vestígios das vítimas do acidente. Os trabalhos começaram na noite de sexta-feira. Ontem eles atuaram em uma área coberta, onde usaram o “crimescope” -sistema de luzes forenses para detecção de partículas orgânicas microscópicas. Com a conclusão do trabalho da Polícia Científica, o prédio foi liberado para a TAM.
A empresa aérea, no entanto, informou que ainda não há data para a demolição já que deve esperar a liberação do local também por outros órgãos. Ao menos 26 imóveis no entorno do local permanecem interditados, como prevenção. A avenida Washington Luís também permanece interditada no sentido bairro e deve ser liberada após a demolição do prédio.
Pichação
Três homens foram detidos na madrugada de ontem após picharem o prédio da TAM Express.
Os pichadores foram surpreendidos pela Polícia Militar (PM) por volta das 6h39. Mesmo com a área interditada e com o policiamento da PM, os homens conseguiram burlar a segurança e invadir os escombros do prédio. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), na delegacia - 27º Distrito Policial (Campo Belo) - eles justificaram a atitude como uma “homenagem às vítimas”. Um dos detidos permanecerá preso porque é procurado pela Justiça desde junho.
De acordo com a SSP, havia um mandado de prisão contra o suspeito. Os outros dois foram liberados após assinarem um termo circunstanciado -boletim para crimes como menor potencial ofensivo. Um representante da TAM foi chamado à delegacia e disse que a empresa entrará com uma representação contra o trio de pichadores.