O prefeito bauruense Tuga Angerami convidou representantes de 40 municípios da região para a reunião que será realizada no próximo dia 8 de agosto, em São Paulo, com o secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce, e representantes do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp). O encontro tem a finalidade de tratar da busca pela homologação do aeroporto Bauru-Arealva para o transporte de cargas.
No convite, Angerami destacou que a participação dos prefeitos na reunião é importante para que a região demonstre ao Governo do Estado que a homologação do aeroporto para o transporte de carga é fator fundamental para o desenvolvimento dos municípios que a compõem.
Os convites foram encaminhados para os chefes de Executivo de Agudos, Arealva, Avaí, Balbinos, Bariri, Barra Bonita, Bocaina, Boracéia, Borebi, Cabrália Paulista, Cafelândia, Dois Córregos, Duartina, Gália, Garça, Getulina, Guaiçara, Guaimbé, Guarantã, Iacanga, Igaraçu do Tietê, Itajú, Itapuí, Jaú, Lençóis Paulista, Lins, Lucianópolis, Macatuba, Mineiros do Tietê, Paulistânia, Pederneiras, Pirajuí, Piratininga, Pongaí, Presidente Alves, Promissão, Reginópolis, Sabino, Ubirajara e Uru. Além disso, Angerami solicitou que o presidente do Legislativo bauruense, Paulo Madureira (PP), também convide os presidentes de Câmaras dos 40 municípios.
O processo que busca a homologação do aeroporto Moussa Tobias para se transformar em terminal de terminal de cargas aguarda posição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Antes do processo retornar ao Daesp para que o órgão estadual encaminhe o pedido de homologação ao Governo Federal, é necessário o aval de órgãos como a Anvisa, Polícia Federal, Receita Federal e Ministério da Agricultura. Os demais órgãos citados já se manifestaram.
A homologação ainda dependerá de aprovação federal e de recursos para obras obrigatórias, como ampliação da pista atual de 2.100 metros de comprimento por 45 m de largura para pelo menos 2.700 metros, de reforço da resistência do pavimento para suportar pelo menos 64 toneladas de peso/carga com aeronaves, instalação de equipamentos para permitir pousos e decolagens por instrumentos, inclusive no período noturno, e instalação de galpão de cargas, este último em geral realizado pela iniciativa privada.
Levantamento do Daesp sobre o custo das obras necessárias aponta que no aeroporto de Bauru o projeto deverá exigir R$ 26 milhões. O mesmo procedimento em aeroportos como o Leite Lopes, em Ribeirão Preto (SP), exigiria mais de R$ 120 milhões somente em uma etapa inicial. Entre as diferenças comparativas favoráveis a Bauru, na comparação com a situação de Ribeirão Preto por exemplo, estão o alto custo de desapropriação de 1.800 famílias no entorno daquele aeroporto, das implicações contrárias na área de aprovação de impacto ambiental e a ausência de licença prévia para a extensão da pista, fator já obtido em Bauru.
No dia 5 de julho, uma comitiva que contou com a participação de Tuga Angerami, Paulo Madureira, João Parreira, o deputado Paulo Tóffano (PV) e o secretário Municipal Walace Sampaio, discutir a homologação do aeroporto Moussa Tobias com o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi.