Washington - Os Estados Unidos confirmaram ontem que enviarão US$ 13 bilhões em ajuda militar para o Egito e US$ 30 bilhões em um pacote de defesa para Israel, além de planos de oferecer a Arábia Saudita e Estados do Golfo acordos bilionários de vendas de armas.
Segundo a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, os pacotes bilionários de armamentos para países árabes ajudarão a garantir a segurança do Iraque e promover a estabilidade no Golfo. Antes de embarcar em um tour de quatro dias pelo Oriente Médio com o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, Rice afirmou em um comunicado que o pacote bilionário de ajuda irá “ajudar a promover as forças moderadas e apoiar uma estratégia maior para contrabalançar influências negativas da (rede terrorista) Al-Qaeda, do grupo radical libanês Hizbollah, da Síria e do Irã”. “Estamos ajudando a fortalecer as capacidades de defesa de nossos parceiros e planejamos iniciar discussões com a Arábia Saudita e outros Estados do Golfo sobre um pacote de tecnologia militar para ajudá-los a garantir a paz e a estabilidade na região”, afirmou Rice.
O pacote de venda de tecnologia para os árabes tem valor estimado entre US$ 5 bilhões e US$ 20 bilhões. Israel As vendas para países árabes, notadamente a Arábia Saudita, seriam contrabalançadas com o aumento de mais de 25% na ajuda militar a Israel pelos próximos dez anos, o que permitiria aos israelenses manter uma vantagem militar sobre os vizinhos. Israel receberá um total de US$ 30 bilhões em assistência militar dos EUA, enquanto o Egito receberá US$ 13 bilhões como parte de um pacote de assistência maior.
Anteontem, Israel, que há muito se opunha aos planos americanos de fortalecer militarmente países árabes, afirmou que compreende a lógica dos EUA. As reações negativas também já começaram a chegar. O premiê libanês Fouad Siniora, tradicionalmente um aliado do Ocidente, criticou a venda de armas e a ajuda militar a Israel. Em um comunicado, Siniora expressou “desprazer, surpresa e choque” ao saber dos planos americanos de aumentar a ajuda militar para Israel em cerca de 25%.