O Centrinho, em parceria com a Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Craniofaciais (Funcraf), oferece a partir deste mês dois módulos do curso de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais): básico, para iniciantes, e avançado, para quem já participou do módulo 1.
Ambos têm 64 horas de carga horária. Destinados a profissionais que atuam com deficientes auditivos nas áreas de educação e saúde, os cursos também são abertos à comunidade em geral. Os interessados devem entrar em contato com a Funcraf pelo telefone: (14) 2106-0911 ou por e-mail: funcraf_simone @terra.com.br.
Mais de 500 pessoas, entre educadores, assistentes sociais, fonoaudiólogos e psicólogos, além de deficientes e familiares, já foram capacitadas pelo curso do Centrinho desde 1999. O ensino de Libras ganhou destaque no Brasil com a aprovação do decreto federal 5.626/2005.
Desde 23 de dezembro de 2006, as escolas e universidades são obrigadas a disponibilizar intérpretes da linguagem de sinais, cumprindo o que determina a legislação. O objetivo é fazer com que os estudantes surdos possam acompanhar as aulas da mesma forma que os alunos ouvintes.
Censo
Dados do censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 5,7 milhões de pessoas sofrem com deficiência auditiva no Brasil.
Segundo a Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis), 760 mil destes brasileiros são crianças e jovens em idade escolar (0 a 24 anos). O censo escolar de 2003 mostra que há apenas 56 mil surdos matriculados em instituições de ensino básico do País. Apenas 3% deles concluem o ensino médio.
O decreto 5.626/2005, que regulamenta a lei 10.436/2002 (a mesma que oficializou a Linguagem de Sinais no Brasil), também obriga todas as empresas públicas federais, estaduais e municipais a capacitar, pelo menos, 5% dos empregados para o uso e interpretação da Libras.