Internacional

Rice tenta aproximar Palestina e Israel

Folhapress
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Washington - A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, começou ontem uma visita de 24 horas a Israel e ao Oriente Médio. Ela prepara o terreno para uma conferência de paz na região, proposta por Washington, tentando aproximar israelenses e palestinos para retomar o diálogo, após a tomada à força da faixa de Gaza pelos islâmicos do Hamas, em junho.

“Israel não vai perder essa oportunidade de promover um diálogo com Mahmoud Abbas [presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP)] e o governo palestino”, disse a chanceler israelense, Tzipi Livni, ao lado de Rice.

Livni disse que é importante pôr assuntos “significativos” na mesa com os palestinos, mas indicou que o governo israelense ainda não está pronto para aceitar a proposta de Abbas para negociar os chamados “assuntos de status final”.

Riad Malki, ministro de Informação palestino, disse em Ramallah que o governo palestino iria pedir a Rice “para pressionar o lado israelense para responder às nossas necessidades de segurança”.

Malki definiu essas necessidades como a retirada das forças israelenses instaladas ao redor das principais cidades do Oriente Médio e uma ampla anistia israelenses a palestinos procurados. Rice afirmou que seu objetivo com as visitas à região era tirar proveito das “oportunidades mútuas” para avançar em uma solução entre israelenses e palestinos.

A agenda de Rice no Oriente Médio inclui ainda encontros com o ministro de Defesa, Ehud Barak, com o primeiro-ministro, Ehud Olmert, e com o presidente de Israel, Shimon Peres. Ela deve se reunir com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas e outras autoridades na quinta-feira.

Antes de viajar a Israel, Rice esteve na Arábia Saudita, onde o ministro das Relações Exteriores saudita, o príncipe Saud al Faisal, afirmou que o país apóia a iniciativa de Bush de promover uma conferência de paz no Oriente Médio no final deste ano.

O gabinete do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse esperar que muitos países árabes, incluindo a Arábia Saudita, participem da conferência. “Esse encontro pode ser um guarda-chuva para conversas bilaterais entre Israel e os palestinos”, afirmou um comunicado de seu gabinete.

Apesar de Israel e da Arábia Saudita serem ambos aliados americanos, representantes de ambos os países nunca se encontraram oficialmente e a Arábia Saudita nunca reconheceu a existência do Estado de Israel. Indagada em Israel sobre a participação saudita, Rice respondeu: “Eu acho que é cedo demais para fazer convites”.

O príncipe saudita anunciou ainda, em conferência com Rice e o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, que a Arábia Saudita estava estudando abrir uma embaixada em Bagdá e enviaria uma delegação para estudar o assunto.

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Pressão sobre Olmert

Washinton - Com Washington interessado em mostrar progresso no Oriente Médio apesar da crise no Iraque, a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice deve pressionar o premiê israelense, Ehud Olmert, a responder ao apoio saudita para uma conferência internacional levantando as restrições contra os palestinos e dando mais passos para retomar as negociações.

Autoridades israelenses disseram que Olmert, que deve jantar com Rice amanhã, estava preparado para discutir fronteiras e outros assuntos centrais em “termos gerais” que poderiam levar a um “acordo de princípios” para estabelecer um Estado palestino.

Mas Olmert não concordou com negociações completas sobre assuntos ligados ao status final. Autoridades israelense disseram que qualquer comprometimento agora poderia criar expectativas e levar a mais violência se as negociações falharem.

Antes de se encontrar com Rice, o presidente israelense, Shimon Peres, fez um convite público para que o presidente dos EUA, George W. Bush, visite Israel durante as comemorações de aniversário de 60 anos, em maio de 2008.

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