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Sonho do negócio próprio


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As faculdades brasileiras formam milhares de novos profissionais anualmente. Muitos saem da escola com a expectativa de trabalhar em uma grande empresa, na qual esperam encontrar as condições propícias para construir uma carreira sólida e cheia de perspectivas. No entanto, muito outros, imbuídos do espírito empreendedor, sonham em consolidar seu próprio negócio. De acordo com a recém-concluída pesquisa Perfil do Universitário da Região Metropolitana de São Paulo, elaborada a pedido do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), 51% dos jovens preferem ter seu próprio negócio, contra 41% daqueles que desejam ser contratados por uma empresa.

De acordo com definição do dicionário Aurélio, empreendedor ganha sinônimos como ativo e arrojado. Tais atributos são os combustíveis que impulsionam o indivíduo em direção as suas metas, principalmente àquelas que almejam um negócio próprio. Surge então a pergunta: a pessoa nasce com o espírito empreendedor ou o adquire ao longo da vida? É importante que os jovens que sonham em ser donos de um negócio pensem em questões como essa.

No entanto, é provável que não exista uma resposta definitiva. Em alguns casos, é possível perceber claramente uma pessoa com iniciativa. Em outros, essa faceta pode despertar e revelar-se em uma situação crítica, resultando em frustração e desapontamento. O importante é que, uma vez descoberto e reconhecido, o espírito empreendedor seja adubado, treinado e cultivado, pois se transformará em um instrumento fundamental para a concretização de sonhos e planos.

Se somarmos outro aspecto relevante à concretização do negócio próprio - o otimismo, principalmente considerando as dificuldades que os pequenos empresários brasileiros enfrentam -, até que os jovens da região metropolitana de São Paulo se saem bem quando respondem a pergunta da pesquisa “acredita no futuro do Brasil”. Um total de 71% afirma que sim - em longo prazo, deixe-se claro -, enquanto outros 14%, bem mais otimistas, declaram também que sim, mas em médio prazo. Os pessimistas – aqueles que não acreditam no futuro do País – somam somente 14%. Também é importante frisar que mesmo os otimistas não deixam de identificar criticamente quais são as principais crises do Brasil. Para 60%, o maior problema é a corrupção do governo/legislativo, seguida pelos obstáculos na área educacional (55%) e violência urbana e criminalidade (49%).

O autor, Luiz Gonzaga Bertelli, é presidente executivo do CIEE, da Academia Paulista de História - APH e diretor da Fiesp

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