Rural

CNA escolhe Lima Verde como seu representante internacional

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Por escolha da presidência da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Maurício Lima Verde foi nomeado representante internacional da entidade. Entre as incumbências de sua nova função, ele participará de reuniões com representantes dos setores produtivo e industrial de aproximadamente 60 países. Com a sua atuação, o principal objetivo é tomar medidas e colaborar em decisões que possam beneficiar os produtores brasileiros.

Surpreendido pela nomeação feita por Fábio Meireles, atual presidente da CNA e da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), Lima Verde se diz honrado. Será mais um desafio, diz ele, que tem atuação marcante no setor como presidente do Sindicato Rural de Bauru e Região, vice-presidente da Faesp, representante dos produtores brasileiros na Organização Internacional do Café (OIC) e vice-presidente da Comissão Nacional do Café (CNC).

“A CNA mexe com todos os setores da economia mundial. Apesar de ter sido surpreendido com o convite, acho importante a nomeação de alguém para essa função, porque a CNA estava ficando de fora de uma série de reuniões (realizadas) no mundo todo, principalmente do setor cafeeiro. Isso é ruim, porque (a CNA) é o órgão de representação dos produtores brasileiros. Então, esses contatos internacionais faziam muita falta”, observa Lima Verde.

Na próxima semana ele irá a Brasília para começar a montar uma equipe para trabalhar com ele. “Os resultados práticos (desse trabalho) vêm um pouco depois, mas você tem que estabelecer contatos em todos os ramos. Vou precisar montar uma equipe para atuar forte nisso. O importante é que, participando dessas discussões, poderemos beneficiar os produtores brasileiros. Na maioria dessas reuniões vão representantes do governo (federal), e essa proximidade é muito importante (para o Brasil)”, analisa.

Segundo Lima Verde, um dos principais pontos frágeis que afetam o setor produtivo agropecuário brasileiro é a falta de subsídios do governo. “O grande problema é a questão dos subsídios. A comunidade européia e os Estados Unidos dividiam entre os produtores US$ 400 bilhões por ano. Então, esse é um assunto que precisa ser muito discutido nessas reuniões”, acrescenta o representante da CNA, que além do português, domina os idiomas inglês, espanhol e francês.

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