Rio - A produção industrial brasileira apresentou uma expansão de 4,8% no primeiro semestre do ano, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em junho na comparação com maio (com ajuste sazonal), a indústria cresceu 1,2% e ficou acima com as expectativas de analistas consultados pela reportagem, que previam variação em torno de 1%. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a indústria teve crescimento de 6,6% na produção.
A variação também ficou acima das estimativas (em torno de 5,8%). A variação de junho foi a maior desde dezembro de 2004 (8,3%). A taxa anualizada (referente aos últimos 12 meses) acumula um crescimento de 3,9%. Nos primeiros seis meses do ano, os principais destaques positivos para a produção industrial vieram de máquinas e equipamentos, com alta de 17,5%.
Além disso, veículos automotores (8,9%), metalurgia básica (8,2%) e alimentos (3,3%) foram outras categorias que também se destacaram. Por categoria de uso, os bens de capital tiveram o maior dinamismo, com alta de 16,7%. Os bens de consumo duráveis tiveram alta de 4,4% e os bens intermediários, de 4,1%.
Segundo o IBGE, no segundo trimestre, a atividade industrial cresceu 5,8%, ritmo superior ao do primeiro trimestre, quando houve alta de 3,8%. A aceleração foi observada, segundo o IBGE, em todas as categorias de uso.
Na comparação com ajuste sazonal, os principais destaques foram refino de petróleo e produção de álcool (3,6%), farmacêutica (6,7%), veículos automotores (1,2%). Por outro lado, as principais pressões negativas partiram de alimentos (-0,7%), bebidas (-1%) e fumo (-5,7%). Por categoria de uso, os bens de capital avançaram 1,2%. Os bens intermediários, que detêm o maior peso no índice, subiram 0,8%. Já os bens de consumo duráveis tiveram alta de 2,2% e os bens de consumo semi e não-duráveis avançaram 2,5%.
Desconcentração
A pesquisa sinaliza de diversas formas um cenário de desconcentração. O coordenador da indústria do IBGE, Sílvio Salles, destacou alguns como o aumento no número de subsetores em expansão entre os 76 pesquisados: eles passaram de 56 no primeiro para 62 no segundo trimestre.
Dos 23 setores que entram na comparação de um mês para o anterior 18 cresceram de maio para junho e só cinco caíram.
Os setores com maior crescimento nessa comparação foram o farmacêutico (6,5%); refino e álcool (3,6%); celulose e papel (3,4%); produtos de metal (3,4%), metalurgia básica (1,7%) e veículos automotores (1,2%). Os destaques negativos ficaram com os setores de fumo (-5,7%), que segundo Salles não tem grande peso e é muito oscilante, alimentos (-0,7%) e bebidas (-1,0%).