Internacional

Bush e Karzai descartam negociação

Folhapress
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Washington - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, prometeram ontem pôr fim ao movimento radical islâmico afegão Taleban.

Karzai e Bush deram uma entrevista coletiva após dois dias de reunião em Camp David, a residência de final de semana da Casa Branca, em Maryland.

Os dois mantiveram discussões sobre os problemas atuais no Afeganistão: assassinatos de civis, a explosão do comércio de drogas e o ressurgimento do Taleban.

Karzai é o primeiro presidente do Afeganistão democraticamente eleito, que assumiu após a queda do regime taleban em 2001, após a invasão comandada pelas tropas americanas. “Nosso inimigo ainda está lá, derrotado, mas ainda se escondendo nas montanhas. E nossa missão é completar o serviço, expulsá-los de seus esconderijos”, afirmou o presidente afegão.

Karzai disse que o grupo não é uma ameaça ao governo. "Eles não estão trazendo nenhuma ameaça ao governo do Afeganistão. Eles não estão trazendo nenhuma ameaça às instituições do Afeganistão ou ao desenvolvimento das instituições do Afeganistão”, disse Karzai. “É uma força frustrada.”

O presidente Bush disse estar confiante de que, com a inteligência correta, os governos dos EUA e do Paquistão podem capturar os líderes da rede terrorista Al Qaeda.

Quando perguntado se consultaria o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, antes de colocar as forças americanas em ação contra líderes terroristas em território paquistanês, Bush não respondeu diretamente. Autoridades de inteligência dos EUA acreditam que Bin Laden esteja escondido em uma região tribal do Paquistão, numa área perto da fronteira com o Afeganistão, que tem sido fonte de preocupação para Karzai, porque é vista como centro de atividade do Taleban.

Karzai disse que ele e Mussharaf, que devem se encontrar esta semana na capital do Afeganistão, Cabul, devem discutir como enfrentar o problema da falta de leis e de esconderijos de extremistas na fronteira entre os dois países.

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Reféns sul-coreanos

Washington - Bush e Karzai também discutiram a crise envolvendo o seqüestro de 21 reféns sul-coreanos pelo Taleban.

A Coréia do Sul fez um apelo a autoridades americanas e afegãs para negociar a libertação dos reféns, mas Bush e Karzai concordaram que não fariam concessões ao Taleban.

Os radicais seqüestraram 23 religiosos sul-coreanos no dia 19 de julho na Província de Ghazni, e exigem a libertação de talebans presos e a retirada de tropas da Coréia do Sul do Afeganistão em troca da libertação dos reféns.

Dois reféns já foram assassinatos a tiros quando prazos dados pelo Taleban para o cumprimento das exigências expiraram: Shim Sung-min, 29 anos, foi morto no dia 30 de julho, e o pastor Bae Hyung-kyu, 42 anos, no dia 25. Mesmo assim, o governo afegão continua rejeitando a libertação de talebans, afirmando que isso estimularia novos seqüestro.

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