Tribuna do Leitor

O aquecimento global e Bauru


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A mídia tem constantemente falado deste problema, com projeções de catástrofe, ou seja, se não forem tomadas providencias já, até 2100 teríamos, segundo os cientistas, um aumento da temperatura da terra por volta de 7 graus nos pólos e 5 graus C nos trópicos e isto causaria, entre outros danos, o derretimento das calotas polares provocando a elevação do nível dos mares e o alagamento das cidades litorâneas e a desertificação e consequente redução dramática da produção agrícola nas regiões tropicais.

Este aquecimento é provocado pelo aumento da concentração de gases como o CO2 (gás carbônico) na atmosfera, que não permitem que os raios solares sejam refletidos, permanecendo assim na atmosfera e causando o efeito estufa que tem como consequência o aquecimento da crosta terrestre.

A solução não é simples, mas passa pela redução do consumo de energia, principalmente petróleo e carvão, de queimadas e a plantação de árvores que pelo processo da fotossintese podem “sequestrar o Carbono do CO2”, ou seja, da molecula de CO2 liberar o O2 Oxigênio e incorporar o C (Carbono) no crescimento da planta via caule.

Toda esta situação nos parece distante, quando narrada esperamos providências do cowboy Busch ou mesmo que a China deixe de aumentar tanto sua poluição, mas pouco se fala na lição de casa a ser feita por cada um de nós. São Paulo já conta com legislação que obriga eventos ao ar livre a fazerem a neutralização das emissões de carbono através do plantio de árvores, e em Bauru ? Nosso secretário ecologista Agostinho, com razão, reclama da falta de verbas para o setor, mas será que não poderiamos firmar parcerias com empresas privadas para que algumas medidas sejam tomadas? Será que não poderíamos copiar São Paulo e exigir dos eventos ao ar livre tenham suas emissões neutralizadas, ou ainda que nos aprofundemos mais usando os meios a disposição, inclusive a mídia, prestando um serviço de utilidade publica na divulgação de educação ambiental sobre o plantio destas árvores, a redução de queimadas e economia de combustível.

Devemos tomar medidas hoje aqui e agora, sendo um pouco mais ecopráticos e um pouco menos ecochatos, nos preocupando um pouco menos em impedir o corte de galhos ou até arvores que enchem de folhas as calhas das casas, mas sim permutar isto com o plantio de outras três árvores em locais previamente planejados pelo município.

Márcio M. Carvalho - RG 7.778792

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