Turismo

Para todos os gostos

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

O sotaque que mais se ouve, fora o portenho, em Bariloche, certamente é o brasileiro. Todos amam essa cidade charmosa na Patagônia argentina. Na temporada de neve chegam ao local entre 70 mil a 80 mil turistas, que se juntam aos 110 mil habitantes da cidade, com a meta de ver neve e conhecer truques para deslizar nos esquis.

Com o dólar em baixa, Bariloche está recebendo recorde de visitantes, tanto assim que o consumo de energia elétrica preocupou em julho as autoridades governamentais. Agora está tudo tranqüilo, sendo mais um motivo para fechar os pacotes junto aos operadores, como a CVC, que tem duas lojas em Bauru.

San Carlos de Bariloche foi fundada oficialmente em 3 de março de 1902, às margens do lago Nahuel Huapi e faz parte da província de Rio Negro. O nome vem de uma adaptação de Vuriloche, que na língua dos aborígenes que habitavam a região quer dizer “povo que vive atrás das montanhas”.

Nahuel Huapi, em araucano, significa ilha do tigre. É a cidade mais importante do Parque Nacional Nahuel Huapi, que se caracteriza por uma abundância de montanhas, lagos e rios, alimentados pela água das chuvas constantes e das neves derretidas.

Até hoje seu maior atrativo é o Centro Cívico, com construções em madeira e pedra e, claro, agora no inverno, sua estação de esqui, Cerro Catedral, o grande roteiro de neve - embora existam outros “parques”, como o Pedras Brancas e o Cerro Bajo.

Cerro Catedral é o maior complexo de neve e o predileto dos turistas. Está localizado a 15 quilômetros do centro de Bariloche e conta com mais de 50 pistas, distribuídas em 67 quilômetros e com graus diferentes de inclinação, que permitem a prática de esqui por principiantes e também por esportistas mais experientes.

Assim como as demais estações de esqui, conta com teleféricos, bondinhos, campos de treinamento, refúgios, lanchonetes e restaurantes. E o que mais aguça a alegria e a curiosidade infantil: trenós e motos para neve, passeios imperdíveis mesmo para quem não quer sujar os pezinhos no branco.

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Las Leñas

É considerado um dos melhores centros de esqui da América do Sul, por conta de suas excelentes pistas – mais de 65 km esquiáveis. Conta com cinco hotéis, incluindo um recém-inaugurado e diversos apart-hotéis.

Além do deslize durante a luz do sol, os visitantes podem, dependendo do dia da semana, esquiar também à noite, quando as pistas ficam iluminadas. Conta ainda com restaurantes, centro comercial e um cassino que funciona dentro do Hotel Piscis.

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Cerro Chapelco

Localizado na Argentina, Cerro Chapelco dista apenas 2h30 de Buenos Aires e 20 minutos de San Martin de Los Andes, onde funcionam os principais hotéis. A paisagem é belíssima, perfeita para aliviar o estresse, por conta de lagos de águas cristalinas, muito chocolate quente e bares com vista panorâmica.

Chapelco tem 45 km de pistas esquiáveis e nove de ski-lift de boa qualidade para principiantes, intermediários e experts, que permitem ainda a prática de snowboard, snowmobile (trenó puxado por cães) e parapente.

Para aqueles que estão dando os primeiros passos no esporte, estão disponíveis mais ou menos 100 instrutores altamente capacitados para tornar estes dias inesquecíveis.

Por estar localizado em San Martin de Los Andes, uma cidade em estilo alpino dentro do parque Nacional Lanin, Chapelco conta com excelente estrutura hoteleira, com hotéis de várias categorias, hosterias – nas quais os hóspedes são atendidos diretamente pelos proprietários – e cabanas, que propõem um ambiente extremamente familiar.

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