Nacional

Tensão volta a influenciar finanças

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Após a elevação do clima negativo no mercado global na semana passada, a agenda econômica dos próximos dias ganha ainda mais relevância. Analistas e investidores estarão atentos aos sinais que diferentes dados de inflação e desempenho do setor imobiliário norte-americanos poderão trazer nos próximos dias.

Pela agenda programada, o mercado financeiro deve ter um dia menos tenso hoje. Mas a partir de amanhã, haverá a divulgação de números com potencial para mexer com os ativos pelo mundo. A apresentação do resultado do PPI (índice de inflação ao produtor norte-americano, na sigla em inglês) de julho, nesta terça, será acompanhada com interesse.

O mercado projeta que o núcleo do índice de preços (de onde exclui-se a variação de alimentos e energia da taxa) marque elevação de 0,2% no mês passado, próximo dos 0,3% computados em junho.

A quarta-feira pode ser o dia mais tenso do mercado financeiro nesta semana, devido à variedade de indicadores que serão conhecidos. Na manhã de quarta-feira, o governo americano vai apresentar o resultado do CPI (que é o índice de inflação ao consumidor dos EUA).

A projeção é de que o núcleo do CPI registre em julho a mesma elevação apresentada no mês de junho, de 0,2%. Os índices de preços norte-americanos têm força para mexer com o mercado financeiro.

Isso porque o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) tem na variação dos preços uma de suas principais preocupações. Se a inflação registrada no país começa a ficar abaixo do esperado, crescem as chances de o Fed voltar a reduzir os juros americanos. Já há quem conte com essa possibilidade ainda neste ano.

Daqui até dezembro ainda haverá três reuniões do Fed, com o último encontro programado para 11 de dezembro. Os juros básicos dos EUA foram mantidos em 5,25% anuais na semana passada pelos dirigentes do Fed, como previam os agentes de mercado financeiro.

Além dos dados de inflação, vão ser conhecidos números do mercado imobiliário dos EUA. Os dados -que englobam solicitação de empréstimos bancários imobiliários e licenças para construções concedidas- vão ser apresentados por associações americanas do setor, como a MBA e a NABH, entre quarta e quinta-feira.

A Europa, que aprofundou a atual crise na semana passada, após a divulgação de problemas de liquidez enfrentados por alguns fundos de investimentos, também será palco de divulgação de diferentes dados de inflação nos próximos dias.

A sexta-feira passada encerrou com os mercados um pouco menos turbulentos, mas ainda em terreno negativo. As Bolsas européias, que fecharam antes dos mercados americanos, tiveram desempenho mais negativo na sexta.

O FTSEurofirst 300, índice que reúne as ações das principais empresas européias, teve seu pior pregão desde fevereiro, ao sofrer queda de 3,04%. A Bolsa de Londres, a principal da Europa, amargou desvalorização de 3,71% no último pregão da semana passada.

Comentários

Comentários