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A importância de ler


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Com interesse, venho acompanhando as reportagens neste jornal sobre a importância cultural e a importância da leitura na vida de cada cidadão.

A Academia Bauruense de Letras aplaude com o maior entusiasmo iniciativa tão necessária ao brasileiro, que é pouco voltado às letras.

Segundo a pesquisa de “Retrato da Leitura no Brasil”, promovida pela Câmara Brasileira do Livro, existem no país 26 milhões de leitores ativos, ou seja, que leram ao mês 1 livro nos últimos três meses, o que corresponde a 30% da população adulta alfabetizada. O estudo revela também que a leitura de livros é apreciada apenas por 1/3 da população adulta alfabetizada, sendo que 61% dos brasileiros adultos alfabetizados têm muito pouco ou nenhum contato com livros”, o que me lembra o poeta Mário Quintana que escreveu, “Quem aprendeu a ler e não lê, é analfabeto”.

A Academia Bauruense de Letras vem fazendo palestras em escolas particulares, municipais e estaduais para alunos do ensino fundamental e básico cujo foco é o “Incentivo à Leitura”; e tem sido gratificada com a receptividade que vem recebendo por parte dos alunos e seus dirigentes. Também efetuando palestras para estudantes do ensino superior destacando a importância da aplicação nos estudos, do respeito na convivência com os colegas e aos professores, para enfrentar a competição no mercado de trabalho e a necessidade absoluta da boa leitura em todos os seus gêneros.

Apesar do empenho dos abnegados professores que brigam com a falta de recursos, de materiais, dos baixos salários por parte dos governos e patrões, sabemos que o ensino está longe, bem longe do ideal em termos da leitura e em outras matérias.

As escolas precisam formar leitores, devem saber formar leitores para o crescimento de cada aluno, cujo benefício será o crescimento comportamental na família, na sociedade e da Nação.

Que essas reportagens no Jornal de Cidade sejam lidas pelos pais aos filhos do ensino fundamental e recomendadas aos filhos do ensino médio e estendidas aos alunos do ensino superior. Para que compreendam que não é apenas com o diploma que vão construir o futuro; que devem construí-lo da maneira correta em que conquistaram o diploma: com interesse nos estudos, com dedicação, respeito aos mestres, aos seus ensinamentos, às letras, por mérito e competência.

Num país em que os governos, sem politicagem porque a ABLetras é apolítica, se preocupam mais com o poder e menos com a cultura, o desafio ao leitor agiganta-se intimidando-o pelos altos e assustadores preços dos livros, das taxas mensais das escolas e da competição entre elas ameaçando o nível dos ensinamentos.

Ainda dizem que o Brasil é um país subdesenvolvido. Somos um país auto-suficiente em dezenas de atividades e, aqui concordo, um país subdesenvolvido culturalmente, tendo, como um dos seus fatores principais, o desinteresse do brasileiro pela leitura.

Que me desculpem os que não lêem ao chamá-los de preguiçosos; permitam-me lembrá-los que ler é também um prazer, uma questão de bom gosto e de hábito saudável, como escreveu o poeta Carlos Drummond de Andrade: “A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede”.

O brasileiro, infelizmente, tem preguiça de ir à fonte das letras e da sabedoria para alimentar a sua sede.

A leitura leva a pensar; é pensando, refletindo, que o leitor é conduzido para o potencial da sua criatividade; que é levado a voar, superar horizontes sequer imaginados. Na leitura e sua interpretação, o leitor é a personagem do livro imaginada pelo autor ou o próprio.

A Academia Bauruense de Letras orgulha-se da cidade em que representa e que tem um jornal que se preocupa com a cultura da sua cidade, que está despertando e motivando cada cidadão a dedicar-se à leitura.

Os nossos parabéns à equipe do JC Cultura, que vem despertando, e muito bem, o interesse do seu leitor para a descoberta dos autores de versos e da prosa convidando-os a ler.

O autor, Munir Zalaf, é presidente da Academia Bauruense de Letras - ABL

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