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Jobim discute malha com empresas

Por Iuri Dantas | Folhapress
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Brasília - As companhias aéreas apresentaram ontem diretamente ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, sua resistência à decisão do governo de reduzir os vôos do aeroporto de Congonhas, além de pedidos de mudanças nas regras adotadas depois do acidente do vôo 3054 e a necessidade de atualizar os limites de capital estrangeiro na aviação, fixados no Código Brasileiro de Aeronáutica, anterior à Constituição de 1988.

Segundo Jobim, as companhias pediram que o limite dos vôos com origem em Congonhas deixe de ser duas horas para se transformar em 1.500 quilômetros. A reivindicação se relaciona aos tamanhos de aeronaves - enquanto os grandes jatos vencem com sobra essa distância em 120 minutos, os aviões menores, das empresas regionais, não conseguem.

O limite de duas horas para os vôos de Congonhas foi determinado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com base em uma resolução do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), órgão presidido por Jobim.

Outro pleito das companhias visa permitir que os aviões que tenham Congonhas como destino possam ser aproveitados em vôos para outras localidades, com separação mínima de uma hora. A prática seria uma forma de retomar as conexões no aeroporto. Jobim disse que pretende “analisar” os pedidos.

Se simpatizar com as solicitações, Jobim precisará convencer a Anac e o Congresso, no caso do limite do capital estrangeiro na aviação. Ontem, o ministro afirmou que precisava de mais detalhes para compreender os pleitos, por isso pediu uma “fundamentação”, que seria entregue ontem à noite.

Jobim recebeu representantes do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) e da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar) - que não falaram com a imprensa. Embora responsável pela regulação do setor, a Anac não participou de nenhuma das reuniões de Jobim. No mesmo horário, um emissário do ministro, brigadeiro Jorge Godinho, acompanhava uma reunião da agência com empresas. Guarulhos.

As empresas também teriam manifestado insatisfação com o calendário de obras da pista principal do aeroporto de Guarulhos. Em vez de interditar a pista em dezembro, a idéia seria adiar a suspensão de operações na pista principal para janeiro ou fevereiro.

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