Internacional

Parlamento quer aprovar reforma de Hugo Chávez até novembro

Folhapress
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Caracas - A presidente da Assembléia Nacional (Parlamento), a governista Cilia Flores, disse que os deputados aprovarão até novembro a aguardada reforma constitucional que seria apresentada oficialmente ontem à noite por Hugo Chávez.

“Amanhã mesmo começamos a trabalhar com a reforma”, disse Flores, em entrevista a jornalistas na entrada da Assembléia, que terá de aprovar a proposta de Chávez ao longo de três discussões. Depois disso, um referendo nacional deve ser convocado em até 30 dias.

A apresentação oficial de Chávez na Assembléia, localizada no centro de Caracas, estava marcada para as 17h locais (uma hora a menos que o horário de Brasília), mas o presidente venezuelano atrasou a chegada em duas horas. Chávez chegou em automóvel oficial e ouviu o Hino Nacional do lado de fora diante de alguns milhares de manifestantes, a maioria vestida de camisas vermelhas.

Até as 21h, Chávez não havia iniciado seu discurso no plenário. “Começa uma boa, bonita e grande batalha”, disse Chávez ontem à noite, quando participou ao vivo por telefone de um programa da televisão estatal VTV. “Por uma parte, é certo que vão se desmontar um conjunto de artimanhas e falsidades que os jornais, emissoras de TV e analistas vêm construindo por aí. Mas ao mesmo tempo eles vão ter já algo concreto e vão começar a fazer uma campanha desde amanhã (hoje) mesmo para tentar desfigurar a letra e o espírito da proposta, como fizeram há oito anos com a Constituição'', completou Chávez.

Os partidos da oposição e setores como a Igreja Católica dizem que a Constituição deverá concentrar ainda mais poderes nas mãos de Chávez e que seguirá o modelo cubano. A propostas mais controvertida é a reeleição indefinida para presidente. Chávez já é o segundo mandatário há mais tempo no poder, atrás apenas do aliado cubano, Fidel Castro.

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