Reginópolis - A Polícia Civil investiga a possibilidade de uma mulher de 26 anos ter praticado crime de aborto em Reginópolis (70 quilômetros de Bauru).
O feto de uma gestação de quatro meses teria sido jogado, há cerca de 10 dias, no córrego Água da Corredeira, que corta o município.
Uma denúncia anônima levou o delegado titular da cidade, Adriano Crês, a iniciar as investigações, mas até ontem o feto não foi encontrado. A mulher foi localizada em uma fazenda em Avaí, ontem.
No período da tarde, ela foi submetida a um exame na Maternidade Santa Izabel, em Bauru. Crês explica que o exame de corpo de delito poderá esclarecer se houve aborto e há quanto tempo. O resultado deve estar pronto em cerca de 30 dias.
No entanto, o delegado diz que testemunhas próximas à mulher confirmam a acusação de aborto provocado. “Ela alega que o aborto realmente existiu, mas que foi espontâneo”, explica.
O aborto teria ocorrido há dez dias no bairro Vila Marajá, onde a suspeita residia com familiares. Após abortar, ela teria jogado o feto no córrego que corta o município e é afluente do rio Batalha.
Depois do aborto, a mulher teria sido abrigada na fazenda de um parente de seu amásio. O delegado avalia que ela permaneceu em Reginópolis por cerca de dois meses apenas.
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Crime
Crês explica que, preliminarmente, já identificou a motivação da mulher para interromper a gravidez de quatro meses. Conforme o delegado, a moça seria rejeitada pelo atual amásio caso insistisse em ter a criança. “Preliminarmente, o aborto foi feito porque o amásio dela disse que, se não abortasse, ele não ficaria com ela. Porque o filho não é do atual amásio”, explica Crês.
Com a ajuda da mulher, a polícia vai vasculhar o córrego e suas margens na tentativa de encontrar o feto. Ela permanecerá em liberdade durante o inquérito policial.