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Que venham os eleitores...


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Lendo, na coluna “Opinião” do JC de 13/8, o artigo por sinal bem escrito e argumentado “Que venham os candidatos”, do meu amigo professor Isaías Daibem, fui impelido, como cidadão comum, a tecer alguns comentários sobre o papel e a importância dos eleitores como agentes imprescindíveis na complementação de um acontecimento democrático e importante como uma eleição municipal. A política existe para o bem da sociedade como um todo. Essa é exatamente, sua finalidade: promover o bem comum, aquele bem que pertence e serve a todos, candidatos e eleitores. Ela não exclui ninguém.

Que venham os eleitores e que façam valer o seu voto. Todos são chamados para exercer o nobre exercício da cidadania, participando, das próximas eleições municipais. Em questão está um dado essencial do exercício da cidadania: votar. Votar com o dever e a chance de escolher bem.

A chance cidadã é aquela de confiar cargos executivos e legislativos que garantem os necessários avanços sociais e políticos para estas eleições que, embora distantes, aproximam-se rapidamente e muito nos preocupam.

É inconcebível alguém, talvez influenciado pelas constantes mazelas políticas expostas na mídia, pensar em votar em branco. Isso significa renunciar à participação na escolha que vai abrir novas e necessárias perspectivas para nossa organização social e política. Votar em branco é renunciar ao exercício de poder conferido a cada cidadão dar oportunidade aos maus candidatos. Votar é exercer um compromisso cidadão. Um bem imenso pode ser feito pelo simples gesto de apertar uma tecla. Contudo, é preciso assumir o esforço de preparar-se por meio de uma efetiva participação em tudo o que possibilita as condições de conhecimento dos candidatos.

Como o professor Isaías Daibem, nós também endossamos a importância dos debates com os candidatos. Bem assim, o conhecimento de cada candidato, seus antecedentes, sua história e as condições de assumir compromissos sustentados por vida honesta, cumprimento da palavra, competência para o exercício do cargo e capacidade para apontar soluções novas para problemas que se arrastam.

A política é muito importante para deixá-la só por conta dos candidatos a cargos eletivos. Importante, sem dúvida, que esteja permanentemente vigiada e fiscalizada pelos eleitores.

Os candidatos não podem é pensar que, uma vez eleitos, não precisam dar ouvidos às críticas. Os maus candidatos não preocupam quando os bons não se omitem e a apatia, inimiga número um da política, não toma conta dos cidadãos.

Diante dos olhos vigilantes dos eleitores, vereadores e prefeito mostram o que são e são cobrados pelo que fazem ou deixam de fazer. É mais fácil aos eleitores serem enganados na escolha de deputados, senadores e governador que exercem seus mandatos a distância ou simplesmente somem. Inegável, portanto, a importância das eleições municipais em que se revelam as verdadeiras vocações para a vida pública e os eleitores só se enganam se quiserem.

Hoje, como cidadãos comuns, eleitores, como cristãos, estamos impelidos a um exercício adequado do direito de votar, por fortes dois motivos: a fé e a cidadania. Esta é o chão e aquela é o horizonte que se abre como uma nova página para a história da política em nossa querida Bauru.

O autor, Gino Crês, é professor

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