Tribuna do Leitor

Lavar calçada: o absurdo dos absurdos


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É o que estamos vendo acontecer todos os dias pelas ruas da cidade. De manhã, à tarde e no comecinho da noite. Lavam-se as calçadas para começar e para terminar o dia com a “rua” limpinha. Parece até praga!

As donas de casa ainda não entenderam que essa prática é coisa de povo subdesenvolvido e inculto. Conservar a casa limpa é dever de uma boa dona de casa, mas qual é o objetivo da lavagem da calçada? A rua não suja todo dia, para não dizer: todo minuto? Trazer as calçadas bem varridas é mais que o suficiente.

Vocês, donas de casa e respectivas funcionárias de limpeza, precisam ler mais jornais ou acompanhar mais as notícias assustadoras no rádio e televisão. Precisam compreender que o estoque de água limpa está acabando no planeta todo e que a água que hoje vocês desperdiçam nessa abominável prática vai faltar para seus filhos beberem no futuro muito próximo.

O preciso líquido fundamental para manter a vida (e não as benditas calçadas) vai acabar caso não nos responsabilizemos pela sua conservação e “economia”.

A água e a borracha fazem o papel da vassoura e do balde. É incrível perceber que as pessoas “varrem” o lixo usando a força do esguicho e gastando milhares e milhares de litros de água tratada, varrendo metros e metros de calçadas, quando poderiam usar a vassoura, própria para isso.

Não consigo mais assistir essa prática sem me revoltar. Será que se a água gasta subisse 150% ou se fosse estipulada multa para as donas de casa com esguicho no portão as pessoas continuariam lavando as calçadas?

Kleber Gonçalves Silva - aposentada da educação

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