Política

PSDB oficializa quatro pré-candidatos

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Realizada ontem na Câmara Municipal de Bauru, a convenção do PSDB definiu a executiva e o diretório locais dos tucanos que terão, entre outras atribuições, a tarefa de gerenciar o partido para as eleições do próximo ano. A reunião incluiu ainda a renovação dos conselhos de ética e fiscal e a escolha dos delegados à convenção estadual. Gilson Rodrigues de Lima foi escolhido o presidente do partido por unanimidade, já que sua chapa era a única inscrita.

O vereador Marcelo Borges, um dos pré-candidatos à prefeitura de Bauru pelo PSDB, apresentou o nome do coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges para também integrar a relação de pré-candidatos para as eleições municipais em 2008. A propositura foi aprovada pelos filiados presentes à reunião e agora serão quatro os pré-candidatos: coronel Eclair, Marcelo Borges, Caio Coube e Antônio Carlos Garmes. Até novembro o nome do candidato estará definido. Se for preciso, o partido lançará mão da consulta prévia aos filiados.

A convenção tucana foi realizada das 9h às 13h, na Câmara Municipal de Bauru, e em todas as cidades brasileiras com até 500 mil habitantes. Todos os filiados do PSDB tiveram direito a voto. A chapa vencedora foi batizada de “Rumo à Vitória” e conta com 122 nomes. São 45 titulares e 15 suplentes para o diretório municipal, cinco titulares e cinco suplentes para o conselho de ética, três titulares e três suplentes para o conselho fiscal, 23 delegados titulares e outros 23 suplentes para a convenção estadual do partido.

Além de Gilson Rodrigues de Lima, foram eleitos para integrar a executiva municipal Carlos Roberto Ladeira (vice), Waldir Caso (secretário), Walter Vidrih (tesoureiro), Marcelo Borges (2.º vogal), Benedito da Silva (1.º vogal), além de quatro suplentes: Ednéia Sitta Cucci, Lair Gusmão, João Lourenço dos Santos Neto e José Pilli Cardoso Filho.

Após a eleição, Lima ressaltou que a opção por chapa única para a eleição de ontem foi estabelecida através de um consenso dentro do partido. “Não houve disputa e acho ótimo que tenha sido assim porque fortalece o partido”, acredita.

Com opinião diversa, o deputado estadual Pedro Tobias lamentou a ausência de mais chapas inscritas. “É uma pena porque mobilizaria mais o partido, promovendo discussões. Sem disputa, a convenção torna-se apenas o cumprimento de um ritual exigido pela Justiça Eleitoral”, afirmou.

O próximo e maior desafio da nova executiva tucana será gerenciar os trabalhos para as eleições de 2008. “Com maturidade, bom senso e pensando no interesse da cidade, sem dúvida nenhuma temos tudo para ganhar esta eleição. Se nós perdermos as eleições do ano que vem, foi porque nós quisemos perder”, disse Tobias.

Eleições

Durante a convenção, Marcelo Borges destacou que 10 de novembro é o prazo máximo para definir qual dos quatro pré-candidatos será o candidato a prefeito. “Este é limite. Mais do que isso, nós podemos prejudicar o partido nas eleições. Nossos adversários já estão sendo definidos e entrando em campanha”, lembra.

Caio Coube, outro pré-candidato, acredita que a escolha se dará dentro de um entendimento interno do partido, sem a necessidade de um processo formal de escolha. “Existe a possibilidade de consultar formalmente o diretório ou os filiados, através de votação, mas acredito que não vá ser necessário”, diz.

Para Tobias, o ideal seria que a escolha se desse através de uma consulta popular, e não restrita ao partido o que, segundo ele, determinaria com precisão o candidato com maiores chances de vitória. No entanto, ele avalia que, seja através do diretório ou de todos os filiados, a escolha deve levar em conta a aceitação do público. “O escolhido deve ser aquele com mais chances de ganhar. Não adianta ser o mais aceito pelo partido. A figura partidária está desgastada no Brasil e hoje a força está na figura individual. O eleitor vota no nome, não no partido”, destaca.

O deputado lembra que, assim que for definido o nome do candidato, já serão iniciadas as estratégias eleitorais de praxe. “Vamos começar a costurar, a somar com outros partidos, porque eleição municipal demanda dinheiro e tempo para organização”, afirma.

Comentários

Comentários