Internacional

Atropelamento reacende a hostilidade contra Kirchner

Folhapress
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Buenos Aires - O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, ficou cinco meses sem ir à sua cidade natal, Río Gallegos, onde se lançou à política, à espera de que se acalmasse a conflituosa situação iniciada com uma greve de professores no começo do ano.

Seu retorno, porém, reacirrou os ânimos na capital da Província de Santa Cruz, cada vez mais hostil ao kirchnerismo.

Enquanto a primeira-dama, Cristina Fernández de Kirchner, candidata a suceder o marido, fazia um comício em clube da cidade, na noite da última sexta-feira, Daniel Varizat, ex-subsecretário-geral da Presidência, atropelou 17 manifestantes que protestavam contra a visita dos Kirchner, deixando cinco deles grevemente feridos.

Varizat, já detido, diz que agiu em legítima defesa - tinha medo de ser morto. Os manifestantes, porém, asseguram que o ex-subsecretário atropelou seus colegas de propósito.

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