Internacional

180 mineiros ainda continuam presos

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Pequim - Familiares continuaram protestando ontem contra a demora nos esforços de resgate de mais de 180 trabalhadores presos em duas minas inundadas em Xintai, na China. Enquanto isso, equipes de resgate tentam bombear a água dos locais, mas sem muito sucesso e com pouca esperança de que haja alguém com vida nas minas.

Em princípio, 172 mineiros ficaram presos na Província de Shandong após as águas do rio Wen ultrapassarem as barreiras de um dique e entrarem na mina na última sexta-feira.

Outros nove trabalhadores ficaram presos em uma mina próxima, também inundada pelas águas do rio. “Eu acho que os mineiros não têm chances de sobrevivência”, disse o chefe do resgate, Zhu Wenyu, de acordo com a imprensa estatal da China.

Segundo a Huayuan Mining Corp, a mina tem 860 metros de profundidade. O governador da Província de Shandong, Wang Junmin, disse que ao menos 150 trabalhadores estavam longe da superfície. A maioria dos mineiros presos mora em áreas rurais, segundo o governo.

As autoridades passaram a receber a imprensa em um hotel nas proximidades e também atendem oficialmente os familiares no local. Anteontem, jornalistas de veículos estatais disseram ter sido expulsos da região dos acidentes. Os familiares também reclamam de falta de informação e de demora no resgate. Nenhuma lista de desaparecidos ou com os nomes dos trabalhadores presentes no momento dos acidentes foi veiculada até agora.

“Eles estão tratando estas pessoas como coisas a serem sacrificadas”, desabafou Li Chunmei, cujo irmão de 42 anos deve estar em uma das minas inundadas.

“Eu acho que um oficial deveria vir e dizer a nós o que está acontecendo. Se há algum sinal de vida, se eles estão mortos ou vivos”, afirmou. Mães e mulheres de mineiros se aglomeraram nas proximidades do local para protestar e chorar pelos desaparecidos.

Comentários

Comentários