Lins - Na véspera da chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Lins, um grupo de sem-terra fechou a rodovia Transbrasiliana (BR-153), ontem, por cerca de três horas, para reivindicar terra. A manifestação causou um engarrafamento de quatro quilômetros. O grupo bloqueou com fogo em pneus a passagem de veículos na frente da subsede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Promissão.
Estão sendo esperadas para hoje novas manifestações, aproveitando a presença de Lula na microrregião de Lins. O assessor da Secretaria-Geral da Presidência da República, Cândido Hilário Garcia de Araújo, disse ontem que é normal a manifestação dos grupos organizados. Com experiência política no movimento sindical ligado aos metarlúrgicos, Araújo negociou ontem com os sem-terra no sentido de apaziguar os ânimos.
Os manifestantes são do acampamento Simon Bolívar, acampados às margens da BR-153, em Promissão. O coordenador dos sem-terra, Florisvaldo Pereira, conhecido como “Vadão”, disse ontem que o grupo é formado por cerca de 120 famílias -aproximadamente 300 pessoas - e quer que o governo federal acelere o processo de assentamento na região.
Há cerca de 10 dias, os sem-terra invadiram a fazenda Candelária.
Um braço do Simon Bolívar, o grupo conhecido como Camponesa, permanece acampado no bairro Camponesa, em Lins. Os grupos são ligados ao Movimento de Trabalhores Sem Terra (MST). A pista da Transbrasiliana só foi liberada depois de muita negociação com a Polícia Federal Rodoviária.