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Collor tira licença e evita julgamento

Folhapress
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Brasília - O senador Fernando Collor (PTB-AL) não deve votar no processo de cassação contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele vai tirar uma licença de quatro meses a partir da próxima semana. Renan foi líder do governo Collor na Câmara e primeiro político a romper com o então presidente da República durante o processo de impeachment.

A justificativa de Collor é que, nesse período, o Senado não vai discutir nem votar os temas de seu interesse, que são reforma política e meio ambiente, então ele aproveitará para atender convites para fazer palestras. O senador disse que também se dedicará à organização do PTB em Alagoas para as eleições municipais do próximo ano.

Tanto Collor quanto Renan afirmam que superaram as divergências do passado, mas o ex-presidente da República não tem sido visto na Casa desde que as denúncias contra o presidente do Senado vieram à tona. Nesses quatro meses o mandato de Collor será assumido por seu primo Euclides Mello (PTB-AL), que é seu suplente.

Essa também é uma forma de dar visibilidade a Euclides, que será candidato a prefeito de Marechal Deodoro (AL). Collor voltou à vida pública neste ano, quatorze anos depois de ser afastado da presidência da República acusado de corrupção.

Seu primeiro ato no Senado foi utilizar a tribuna para dar sua versão do processo de impeachment. Ele aderiu à base de sustentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se aliando ao PT, que foi o principal artífice de sua queda.

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