Regional

MST se divide em apoio e cobrança de mais terra para os assentamentos

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Promissão - A chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Lins, ontem, mostrou um descompasso nas ações do Movimento Sem Terra (MST). Na mesma hora em que o líder José Rainha Júnior recebia Lula com aplausos e apoio no Aeroporto de Lins, um grupo do mesmo MST protestava em Promissão e Lins. Rainha foi convidar Lula para estar em setembro no Pontal do Paranapanema no lançamento de um programa de biodiesel do movimento.

Cinco famílias de acampados em Promissão foram a Lins para protestar na chegada do presidente da República. Na rodovia Transbrasiliana (BR-153), cerca de 120 famílias do mesmo grupo interromperam o tráfego de veículos para reivindicar áreas para assentamento na microrregião de Lins.

Por volta das 9h, 120 famílias do grupo, denominado acampamento Simon Bolívar, impediu o trânsito no km 151 da rodovia, em Promissão. Pelo segundo dia consecutivo, os acampados na margem da estrada federal protestaram alegando lentidão no processo de assentamento pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

“Passamos uma lista com 40 áreas para o Incra, que pediu um tempo. E nisso já se passaram dois anos. Queremos terra aqui”, exigeiu o representante do MST, Adauto Aparecido. Ele coordena o grupo de sem-terra que ocupa a margem da estrada federal há 15 meses em Promissão.

De acordo com Aparecido foi feito um acordo com a Polícia Militar (PM) para um rodízio de interrupção do trânsito. Segundo ele, a cada 30 minutos, o tráfego era liberado numa pista e interrompido na via de direção contrária.

Conforme apurou o JC, por volta das 10h, o engarrafamento chegou a 1 quilômetro. Aparecido acrescentou que ao meio-dia foi encerrada a manifestação com a promessa das reivindicações serem levadas ao presidente. Na manhã de anteontem, os sem-terra fizeram barricadas na estrada parando o tráfego por cerca de três horas.

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