Regional

Empresários tiram vereador da cadeia

Por Nelson Gonçalves | Folha da Região, Especial para o JC
| Tempo de leitura: 2 min

Birigüi - O vereador de Birigüi José Fermino Grosso (DEM) foi solto ontem depois de permanecer cinco dias preso na cadeia da cidade. Fermino teve sua prisão decretada pela juíza da 2.ª Vara Cível, Adriana Moscardi Maddi Fantini, por ser infiel depositário numa ação movida pela Nossa Caixa. Ele passou mal no primeiro dia da prisão e precisou ser internado.

A liberação do vereador só foi possível graças a uma campanha coordenada pelo radialista Paulo Brito, que arrecadou os R$ 24 mil necessários para efetuar o pagamento equivalente ao valor do caminhão Mercedes-Benz, ano 84, que estava penhorado para garantir uma dívida da empresa do vereador com o banco. O vereador figurava como fiel depositário do veículo, transferido durante o processo para o nome de outra pessoa.

“Eu quero agradecer a todas as pessoas que ajudaram e colaboraram e também deixar bem claro que isso não tem nada a ver com a minha atuação como vereador na Câmara”, disse Firmino. “Eu simplesmente ‘quebrei’ como qualquer brasileiro”.

Paulo Brito informa que 16 empresas, políticos e empresários contribuíram para a liberação do vereador. E frisou não ter nenhum tipo de laço familiar ou político com Fermino. “Ele é um ‘coitado’, um político honesto e que, infelizmente, teve sua empresa de calçados quebrada”, disse. “A família não teria condições de ajudar. Daí saímos pedindo e o povo de Birigüi é maravilhoso, ajuda mesmo”.

Só o deputado Roque Barbiere (PTB) colaborou com R$ 6 mil. E o restante veio das mãos dos empresários Carlos Alberto Mastrinelli, Munir Djabak, Amir Ismael Mansur, Denílson Eckstein, Celso Seven, Cássio Gomes de Sales, Aécio Lima, Mauro Biolli, Carlito Vendrame, Abelzinho Vasques e das empresas Ademi, Posto Bichim e Funerária São Judas.

O prefeito Wilson Carlos Borini (PMDB), do qual Fermino é opositor, comentou ontem que a prisão do vereador foi ruim para toda a cidade. “Não ficou ruim só para o vereador, mas para a cidade de Birigüi, que teve o nome divulgado negativamente nos grandes veículos de comunicação”.

O delegado José Luiz de Lima disse que o vereador não apresentou resistência à ordem de prisão dada pelos investigadores de polícia e também não causou problemas internos na cadeia. “Ele apenas sentiu-se mal no primeiro dia e precisou ser internado”, contou. Fermino sofre de pressão alta e duas semanas atrás desmaiou, durante a sessão da Câmara, logo após uma ríspida discussão com a vereadora Cida Sabotto (PSDB).

Segundo o delegado, o vereador passou a noite de segunda para terça numa cela isolada dos demais presos da cadeia. Fermino contou que acompanhou pelo rádio toda a sessão de segunda-feira da Câmara. Durante a sessão, por várias vezes, os vereadores se dirigiram à tribuna para se solidarizar com o colega preso.

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