Ouvido pela reportagem do JC, Carlos Alberto Dyna, responsável pela empresa Maria Luiza de Oliveira Dyna, afirma que é prática da empresa comunicar aos cortadores o valor do preço pago por tonelada da cana antes do início dos trabalhos e que a medição é informada no final do expediente diariamente.
“Nós temos o fiscal que mede. À tarde, ele informa o trabalhador. Os próprios cortadores de cana marcam em uma caderneta a metragem e o preço para conferir depois o pirulito e ver se está o mesmo preço que foi passado e a metragem que o medidor aferiu. É feito diariamente”, diz.
Com relação aos EPIs, e empresário alega que eles seriam substituídos. “Faz quatro meses que começou a safra e já está em uma época de substituir os sapatões, mangotes e luvas”, confirma. Segundo ele, um fiscal da empresa já estaria com a listagem para substituir o EPIs dos trabalhadores quando a fiscalização do MPT apareceu no local.
Com relação aos documentos assinados em branco por um dos funcionários, Dyna ressalta que foi um erro administrativo. “A ficha dele, que estava preenchida certinho, não estava assinada. O fiscal, meio com medo, pediu para ele assinar aquelas fichas e justo naquele dia eles pegaram a ficha assinada (em branco)”, alega, ressaltando que o erro ocorreu somente com um trabalhador.
“Foi um equívoco administrativo, mas está sendo gerado o holerite dele e o recolhimento de impostos tudo certinho”, completa.
Segundo o empresário, os contratos dos trabalhadores são preenchidos no escritório. “São preenchidos no escritório o contrato de trabalho, a ficha de registro e a carteira do trabalhador. Lá, ele assina a ficha de registro, assina o contrato de trabalho e é entregue a carteira na hora para ele. Isso é feito em dois dias”, explica Dyna.
Ainda de acordo com o empresário, o Grupo Cosan realiza o “Projeto Brotar” com os trabalhadores da empresa para orientá-los sobre a melhor forma de atuação nas frentes de trabalho. “O Grupo está investindo para melhorar o trabalho do cortador, para que ele não tenha muito esforço físico e aprenda a cortar de forma correta, usando equipamentos de segurança”, confirma Dyna, negando o vínculo empregatício entre o Grupo Cosan e os trabalhadores.
O empresário disse ter colocado à disposição do MPT o escritório da empresa para que sejam feitas as averiguações necessárias e que deve comparecer à audiência que será marcada pelo MPT para resolver a situação.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Grupo Cosan informou que não vai se pronunciar sobre o assunto porque atualmente a empresa Maria Luiza de Oliveira Dyna não é fornecedora de mão-de-obra para o Grupo.