Na recente história bauruense, nos acostumamos com alarmes e alardes falsos de quiloempreendimentos, natimortos que nunca vingaram, transformando nossa cidade em pista de pouso de balões de ensaio, depósito de maquetes e inúteis plantas arquitetônicas... Vejamos, o gigaestabelecimento que iria interligar o shopping a um grande hipermercado, inclusive com descerramento de placa e tudo mais; a novidade abençoada por nobre edil, que transformaria a combalida estação ferroviária em um megaespaço empresário-cultural, que pelo visto descarrilou e tamanho o mico tornou-se um king-kong; sem falar em boatos da vinda de hiper-redes varejistas. Agora acompanhamos toda a movimentação em torno do giga-tera-peta-empreendimento, com todos os magníficos aspectos que “definitivamente” colocará Bauru na vanguarda, curando todos os males da cidade como um bom emplasto, gerando empregos, impostos, desenvolvimento e blá, blá, blás inflando mais um balão... O que impressiona nesses arremedos de projetos é a inversa proporção do alarde que causam com a constatação concreta vivida, onde entre outros silenciosos exemplos, obtivemos um centro de entretenimento/lazer e ergue-se nova loja de rede varejista regional. Sinceramente espero queimar minha língua com o inovador exaempreendimento, pois assim toda essa movimentação não terá sido pano de fundo para especulação imobiliária e de outras possibilidades tenebrosas que configurem dano a cidade.
André Luiz Pereira de Oliveira Pinto