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Nascimentos caem 12,5% em 3 anos

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Em 2004, quando a população de Bauru era menor que a atual, nasceram 4.851 crianças na cidade. Ano a ano, esse número vem reduzindo e, se a média se mantiver, nascerão 4,2 mil bebês em Bauru neste ano, uma queda de 12,5% em três anos.

Diariamente, um time de futebol, contando com o técnico, nasce na cidade. Estatística disponibilizada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) aponta que em 2006 nasceram 12 crianças por dia na cidade. Só na maternidade Santa Isabel, foram 3.129 nascimentos. Já a maternidade do Hospital da Unimed realizou 1.148 partos. Apesar das duas unidades de saúde atenderem também a região, a maioria dos bebês são novos bauruenses.

Porém, ano a ano, o número de bebês vem reduzindo. Em 2004, a Fundação Seade aponta que nasceram 4.851 crianças na cidade. Em 2005, esse número foi de 4.668. E no ano passado, 4.462 mil nascimentos foram registrados. Em contrapartida, morreram 2.108 pessoas na cidade no ano passado. A diferença entre óbitos e nascimentos foi de 2.354 bebês a mais.

Neste ano, até anteontem, a Maternidade Santa Isabel, responsável por 80% dos partos realizados em Bauru, já tinha registrado 2.125 nascimentos. De acordo com a gerente da unidade, Ana Maria dos Santos Pinho, 90% destes partos foram realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que a entidade é a única que atende pela rede pública.

Apesar de nascer uma criança a cada duas horas na cidade, Pinho lembra que o movimento na maternidade já foi bem maior. “Dos últimos 10 anos, 2006 foi o que registrou o menor número de nascimentos”, afirma. A abertura de outra grande maternidade na cidade - como a do Hospital da Unimed -, pode ter contribuído para essa redução. “Antes, chegávamos a registrar de quatro a cinco mil nascimentos”, lembra a gerente. Em 2007, a maternidade mantém uma média de 265 nascimentos todos os meses. Agosto, foi o único mês deste ano que a entidade registrou mais de 300 partos. Até anteontem, tinham nascido 311 crianças.

Problemas sociais

De acordo com Pinho, um dado preocupante é o alto número de gravidez precoce. Apesar de toda a informação e investimento em educação sexual, até com a distribuição de pílulas do dia seguinte na rede pública - uma remessa de 556 cartelas de pílulas do dia seguinte com 1.112 comprimidos para a região de Bauru para o período de um ano chegou na cidade na semana retrasada - muitas adolescentes ainda enfrentam gestações indesejadas.

“Meninas de 13 ou até 12 anos. O problema é que, no ano seguinte, ela volta para mais um parto”, observa a gerente da maternidade. Outra constatação da profissional é o aumento do número de gestações em mulheres com mais de 40 anos. “Mães com até 44 anos”, destaca. Em maio deste ano, uma moradora do Jardim Andorfato de 44 anos deu à luz gêmeas. Em 22 anos, Maria Aparecida da Silva, teve 16 filhos de parto normal.

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